Novembro é o mês do koyo, as folhas vermelhas. Em Quioto, o vermelho dos bordos chega entre 20 de novembro e 5 de dezembro, e os templos abrem à noite nesse período. O céu é limpo, as manhãs são frias e a cidade fica cheia. É a segunda alta temporada do Japão.
O vermelho tem calendário
O koyo não acontece de uma vez. Ele avança do norte para o sul e das montanhas para a planície, e novembro é o mês em que alcança as cidades mais visitadas.
- Início do mês: as montanhas e o norte já passaram do auge. Hokkaido está nas folhas finais.
- Meados do mês: Nikko e as regiões altas ao norte de Tóquio terminam o seu melhor momento. Veja Nikko.
- Final do mês: Quioto e Tóquio entram em pleno vermelho. É a janela mais disputada do ano na capital antiga, de 20 de novembro a 5 de dezembro.
A janela muda de um ano para o outro com o frio do outono, e por isso quem planeja tem de aceitar certa imprecisão. Uma semana de antecedência ou de atraso é normal.
Quioto cheia: como se organizar
Novembro faz de Quioto a cidade mais concorrida do país. A hospedagem no centro e em Gion se esgota, e os templos famosos recebem filas já na abertura. Alguns abrem à noite durante a temporada, com iluminação sobre as folhas, o que alonga o dia, mas junta ainda mais gente.
Algumas decisões ajudam:
- Chegue cedo aos pontos mais famosos. A primeira hora é a mais vazia, e a luz baixa da manhã valoriza o vermelho.
- Reserve o noturno com antecedência. As visitas noturnas têm lotação e horário próprios.
- Use os bairros do entorno. Arashiyama, no oeste, e as colinas ao norte têm bosques de bordos e menos fila do que o centro. O passeio no Sagano Romantic Train, que está no roteiro da casa, atravessa essa paisagem.
- Evite os fins de semana prolongados. Em 3 de novembro, o Dia da Cultura, e em 23 de novembro, o Dia de Ação de Graças pelo Trabalho, os japoneses também viajam.
Para planejar quantos dias dar a cada cidade, o guia Quioto ou Tóquio: quantos dias é um bom companheiro.
Dias curtos, manhãs frias
A média de novembro é de 14 °C, com máximas de 18 °C e mínimas de 9 °C. Chove pouco, cerca de 95 mm, e o céu é claro. O que define o mês é a luz: baixa, dourada e curta. O sol se põe perto das 16h30, e às 17 horas já é noite. Isso encurta os passeios ao ar livre e favorece quem sai cedo.
A diferença entre manhã e tarde é grande. O viajante sai com casaco e o tira no meio do dia, e depois o veste de novo. Camadas leves resolvem. Cachecol e luvas finas só se tornam necessários nos últimos dias do mês e em regiões altas.
Além de Quioto
Novembro tem pontos fortes fora da cidade mais famosa:
- Tóquio. As avenidas de ginkgo, as árvores de folha amarela, atingem o dourado no fim do mês e viram cenário de passeio nos parques e ao longo das avenidas.
- Hakone e o Fuji. O ar seco e o céu limpo aumentam muito a chance de ver a montanha. Em Hakone, o capim-prateado da região de Sengokuhara ainda dá uma cor de palha ao relevo. Veja Monte Fuji e Kawaguchiko.
- Hiroshima e Miyajima. É a época das ostras da região, que aparecem em grelhados e fritos. A ilha tem bosques de bordos e o torii à beira da água. Veja Miyajima.
- Alpes japoneses. A Rota Alpina, que cruza as montanhas, fecha no fim de novembro. Quem a quer deve ir no começo do mês.
Como ler a previsão do vermelho
Todo ano, empresas de meteorologia publicam a "frente das folhas", um mapa que acompanha a mudança de cor região por região. Ela funciona como a frente das cerejeiras na primavera: mostra quando começa o tingimento e quando se espera o auge. O mapa muda conforme o frio chega, por isso a previsão só é confiável a poucas semanas.
Vale também distinguir as árvores. O momiji, o bordo, vai do laranja ao carmim e domina templos e jardins de Quioto. O icho, o ginkgo, fica de um amarelo-ouro uniforme e domina avenidas de Tóquio. Cada um tem o seu momento, e o ginkgo costuma durar mais tempo que o bordo.
À mesa, novembro é mês de castanha, de caqui maduro e de cozinha de estação com cogumelos. Depois de um dia ao ar livre, o banho quente de uma hospedagem com fonte termal, como as de Hakone, ganha outro sentido. O guia de onsen para quem vai pela primeira vez explica como funciona.
O que o mês exige de quem viaja
Novembro é uma das melhores épocas do país, e por isso cobra atenção ao planejamento. Hospedagem em Quioto e em Nikko se esgota cedo. O transporte local fica cheio nas horas de pico. A fila nos templos pode consumir uma manhã. Quem viaja sem conhecer o país e sem hospedagem fechada corre risco de passar horas procurando vaga.
Há também o lado do ritmo. Com tanta gente, o dia rende menos do que parece no mapa. O roteiro precisa de espaço para filas, para trocas de linha e para as horas de luz, que são poucas.
Onde isso entra numa jornada Govinda
Japão e Coreia do Sul tem uma saída pensada para o outono japonês, e a página mostra as datas reais, sem texto de promessa. O roteiro passa por Tóquio, Hakone, Takayama, Quioto, Hiroshima e Okinawa, e depois atravessa para Seul, Gyeongju, Busan e Jeju. Em Quioto, o desenho inclui Gion, Kiyomizu-dera, o Castelo Nijo, o Monte Inari, a cerimônia do chá e o Sagano Romantic Train; em Miyajima, o torii e o teleférico.
Japão Kizuna traz o mesmo desenho pelo Japão. Se novembro é a sua janela, confira nas duas páginas se há saída no mês. Para entender a logística entre as cidades, leia trens e transporte no Japão.