Monte Fuji e Kawaguchiko: como ver o Fuji sem nuvens
O Fuji aparece melhor de manhã e no inverno. Kawaguchiko, o lago de vista mais aberta, fica a cerca de duas horas de Tóquio e pede um dia com folga para o tempo mudar.
O Monte Fuji se vê melhor de manhã cedo e no inverno, quando o ar é seco e as nuvens sobem menos. Kawaguchiko, o mais acessível dos cinco lagos ao pé da montanha, tem a vista mais aberta e fica a cerca de duas horas de Tóquio. Reserve um dia inteiro e conte que a montanha pode simplesmente não aparecer.
O Fuji em números
O Fuji tem 3.776 metros e é a montanha mais alta do Japão. Fica entre as províncias de Yamanashi e Shizuoka, a cerca de 100 quilômetros a sudoeste de Tóquio, e é um vulcão em forma de cone quase perfeito, ainda classificado como ativo. A última erupção foi em 1707. A Unesco o inscreveu como Patrimônio Mundial cultural em 2013, pelo papel que teve na pintura e na poesia japonesas.
Outros números úteis:
- O topo costuma ficar coberto de neve de outubro ou novembro até o começo do verão.
- Kawaguchiko, na face norte, está a cerca de 830 metros de altitude. Já é mais fresco do que Tóquio, mesmo no verão.
- Os cinco lagos da região, Kawaguchi, Saiko, Yamanaka, Shōji e Motosu, formam o arco de vistas ao norte da montanha.
- Hakone, na província de Kanagawa, fica mais perto de Tóquio e vê o Fuji de mais longe.
Os cinco lagos e Kawaguchiko
Dos cinco lagos, Kawaguchiko é o mais visitado porque reúne transporte, hotéis e vistas. A margem norte, a mais comum, mostra o cone refletido na água quando o dia está calmo. Do cais saem passeios curtos de barco, e um teleférico sobe o monte Tenjō, de onde o Fuji aparece sem obstáculo, com o lago ao fundo.
Perto dali, no parque Arakurayama, fica a pagoda Chureito, de cinco andares vermelhos, que dá nome a uma das fotografias mais conhecidas do Japão: pagoda em primeiro plano, Fuji ao fundo. O acesso é por uma escadaria de quase quatrocentos degraus, e a recompensa é o mirante. Na primavera, as cerejeiras enquadram a cena; no outono, as folhas vermelhas fazem o mesmo. Na margem norte do lago, o parque Ōishi enche-se de lavanda entre o fim de junho e o começo de julho, e o Fuji aparece ao fundo quando o tempo ajuda.
Os outros lagos são mais quietos. Saiko e Shōji têm menos gente e pequenos povoados à beira da água; Yamanaka, o maior dos cinco, oferece caminhadas curtas; Motosu, o mais profundo, é o mais silvestre, de margens quase sem construção. Quem tem mais de um dia pode escolher um ou dois e deixar o resto.
Como ver o Fuji sem nuvens
A montanha produz o próprio tempo, e boa parte das fotografias de viajantes mostra apenas nuvem. Algumas regras práticas ajudam:
- Madrugue. A visibilidade costuma ser melhor entre o amanhecer e o meio da manhã; depois, as nuvens sobem.
- Prefira o inverno. De dezembro a fevereiro o ar é seco e frio, e o Fuji aparece com neve e nitidez. Veja o clima do mês em Japão em janeiro.
- Evite a estação de chuvas. De junho a meados de julho, a montanha costuma ficar escondida por dias seguidos. O texto sobre Japão em julho explica o que esperar.
- Olhe a previsão e as câmeras ao vivo. Os sites turísticos da região mostram a montanha em tempo real; é um bom jeito de decidir se o dia vale.
- Deixe folga. Quem tem dois dias na região tem duas chances. Quem tem um só deve aceitar que o céu decide.
O outono também rende: de meados de novembro ao começo de dezembro, as folhas avermelhadas em torno do lago dão ao Fuji uma moldura. O guia de Japão em novembro trata da estação.
Kawaguchiko ou Hakone
São as duas opções mais comuns para ver o Fuji partindo de Tóquio, e servem a pessoas diferentes.
Hakone fica a cerca de uma hora e meia de Tóquio e reúne paisagem de montanha, lago, teleférico e águas termais. O Fuji aparece ao fundo, mais distante, e em muitos dias está encoberto. Serve a quem quer variedade e descanso; o texto sobre onsen para quem vai pela primeira vez ajuda a quem estreia nos banhos.
Kawaguchiko fica a cerca de duas horas de Tóquio e traz o cone mais perto. Serve a quem vem principalmente pela montanha. Tem menos variedade de passeios, e o dia gira em torno do tempo.
A escolha é de ritmo. Quem tem uma noite só costuma preferir Hakone, pela diversidade. Quem tem duas ou mais e quer insistir na vista dorme em Kawaguchiko. Quem segue depois para o interior do país encontra, a poucas horas dali, Takayama e Shirakawa-go, em outra atmosfera.
Subir ou olhar
A escalada do Fuji tem temporada curta, de julho ao começo de setembro, e é um esforço de verdade: noite fria, ar rarefeito no alto, trilhas lotadas e abrigos simples. Não é passeio de quem só quer a foto, e quem pensa em subir deve falar antes com o médico de confiança. Para a maioria dos viajantes, olhar a montanha dos lagos, do teleférico e da pagoda é o programa inteiro, e basta.
O Fuji nas jornadas da Govinda
Os roteiros Japão e Coreia do Sul e Japão Kizuna trazem o mesmo dia dedicado ao Fuji. Os grupos dormem em Hakone e, na véspera, sobem de teleférico, fazem um breve cruzeiro e visitam o santuário local. No dia seguinte, o programa leva à pagoda de Chureito e à região dos lagos, com tempo para caminhar sem pressa.
O texto do programa não cita Kawaguchiko pelo nome, e nenhum roteiro controla as nuvens. O que a jornada oferece é um dia inteiro para a montanha, o que aumenta a chance de a vista abrir. Para ver como esse trecho se encaixa nos demais, conheça a jornada e veja as datas.