Miyajima: o torii flutuante, a ilha dos cervos e a travessia
Miyajima é uma ilha a cerca de meia hora de Hiroshima, famosa pelo torii no mar. Um dia inteiro permite ver o santuário, subir o monte e comer sem pressa.
Miyajima é uma ilha no mar Interior de Seto, a cerca de meia hora do centro de Hiroshima entre trem e barco. É famosa pelo grande torii que parece flutuar diante do santuário de Itsukushima, mas rende mais num dia inteiro: santuário, ruas de comércio, cervos soltos, a subida do monte Misen e uma refeição com ostras.
Miyajima em fatos
O nome significa, em tradução livre, "ilha do santuário", e o nome oficial é Itsukushima. A ilha é pequena, coberta de floresta, e os arredores do santuário são o centro de tudo. Dois fatos organizam a visita:
- O grande torii está plantado na água, a cerca de 200 metros da margem, e passa de 15 metros de altura. Com a maré alta, parece pairar sobre o mar. Com a maré baixa, é possível andar pelo leito até a base.
- O santuário de Itsukushima foi construído sobre estacas, na beira da baía, e o conjunto é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1996. Com a maré alta, os corredores de madeira parecem apoiados na água.
Além disso, a ilha tem o monte Misen, com cerca de 535 metros de altitude e uma floresta antiga em suas encostas, e um conjunto de cervos que circula livremente pelo vilarejo.
A travessia
Partindo de Hiroshima, o caminho é simples. Um trem da linha local leva até a estação de Miyajimaguchi, em pouco menos de meia hora. De lá, a pé por poucos minutos, chega-se ao terminal das balsas. A travessia dura cerca de dez minutos e, no caminho, o torii aparece de longe. Há também a opção de um barco direto, a partir do centro de Hiroshima, que passa mais perto do portal. Os horários mudam, então confirme antes de sair.
O roteiro da casa descreve o percurso como cerca de 25 km, por trem e barco, com 45 minutos no total. É um bom parâmetro para quem planeja o dia.
O que ver
O torii e a maré
A tábua de marés decide a imagem. Com a maré alta, o torii está dentro d'água, e o santuário parece suspenso. Com a maré baixa, a praia aparece e as pessoas caminham até a base do portal. Nenhum dos dois momentos é "melhor": são cenas diferentes, e quem tem um dia inteiro pode ver as duas. Consulte a tábua do dia no site de turismo da ilha e organize a visita em torno dela.
O santuário e o vilarejo
A visita ao santuário é feita por passarelas de madeira. Fale baixo, siga o fluxo indicado e não toque nos objetos. As ruas de comércio ficam perto do porto e seguem em direção ao parque Momijidani, o "vale dos bordos", que fica lindo em novembro. Pelo caminho há lojas de lembranças e de pratos locais.
Os cervos
Os cervos vivem soltos e já se acostumaram às pessoas. Isso não os torna mansos: eles mordem papel, mapas e sacolas. Não leve comida à mostra, não os alimente e mantenha distância dos filhotes. Em qualquer dia, é comum ver um deles dormindo na calçada.
O monte Misen
Uma subida de teleférico, em duas etapas, chega perto do alto, de onde se vê o mar Interior com suas ilhas. Quem prefere caminhar encontra trilhas bem sinalizadas, com degraus de pedra, de dificuldade moderada. Reserve duas ou três horas, com a descida.
O que comer
- Momiji manju: bolinhos em forma de folha de bordo, recheados com pasta doce de feijão, às vezes com creme ou chocolate.
- Ostras: grelhadas ou fritas, são a especialidade da baía de Hiroshima.
- Anago: enguia de mar, servida sobre arroz, comum nos cardápios da ilha.
- Shamoji: a colher de arroz de madeira é o objeto-símbolo da ilha, vendido em muitos tamanhos.
Quando ir
Primavera e outono são as estações mais agradáveis. No outono, as folhas de bordo dão cor às encostas, e o vale de Momijidani costuma ser o ponto alto de novembro. O verão é quente e úmido, e os fins de semana e feriados enchem a ilha. Chegar cedo ou ficar até o fim da tarde ajuda a ver Miyajima com menos gente e uma luz mais baixa. Para planejar o clima mês a mês, veja Japão em novembro ou Japão em abril.
Como combinar com Hiroshima
Miyajima e Hiroshima formam uma dupla natural, e a ordem importa. Quem vai ao parque memorial e ao museu pela manhã tende a querer um fim de dia mais leve, e a ilha pode ser deixada para o dia seguinte. Quem prefere começar pela ilha pode sair cedo, ver o torii com a maré da manhã e voltar à cidade no meio da tarde. Em qualquer ordem, a travessia de volta é rápida e as balsas saem com frequência, o que dá folga para mudar de ideia no meio do dia. Vale levar calçado confortável, água e um casaco leve, já que o vento do mar é frio fora do verão.
Erros comuns
- Ir só para a foto do torii e voltar. A ilha inteira vale o dia.
- Ignorar a maré. Quem chega com a maré errada e não volta depois perde uma das duas imagens.
- Subir ao Misen de calçado inadequado. Os degraus de pedra pedem tênis ou bota leve.
- Esquecer o horário da última balsa. Confirme o fim do serviço, sobretudo se for jantar na ilha.
Miyajima numa jornada Govinda
A jornada Japão e Coreia do Sul tem Miyajima no 13º dia. O texto do roteiro descreve o dia entre o torii sobre as águas, os templos, as pequenas ruas tradicionais e a subida de teleférico para ver a ilha do alto, com percurso de trem e barco, cerca de 25 km e 45 minutos. O grupo dorme em Hiroshima, tanto na noite anterior quanto na seguinte.
A posição na jornada é de contraponto: vem depois da etapa de Hiroshima, de caráter mais grave, e antes do voo para Okinawa, e traz um dia de natureza e ritmo leve. Quem quiser ver como esse dia se encaixa pode conhecer a jornada.