Gyeongju, Coreia do Sul: o museu a céu aberto do reino de Silla
Gyeongju foi a capital do reino de Silla por quase mil anos e guarda túmulos reais, um observatório do século VII e o templo de Bulguksa. Dois dias cobrem o essencial.
Gyeongju foi a capital do reino de Silla por quase mil anos e é hoje um museu a céu aberto no sudeste da Coreia do Sul. O essencial cabe em dois dias: túmulos reais em Daereungwon, o observatório de Cheomseongdae, o lago de Anapji e o templo de Bulguksa, com a gruta de Seokguram na colina.
Mil anos de capital
Silla foi um dos três reinos que dividiram a península coreana na Antiguidade. Governou de Gyeongju, segundo a tradição, de 57 antes de Cristo a 935 depois, e no fim desse período unificou boa parte do território coreano. Foi uma capital rica, ligada pelo comércio a regiões distantes, e o ouro que sobreviveu em seus túmulos ainda hoje impressiona.
Gyeongju é uma cidade média, de pouco mais de duzentos mil habitantes, de ruas baixas e colinas próximas. Não tem arranha-céus, e quase tudo o que se visita cabe em poucos quilômetros. A Unesco reconheceu, em 2000, as Áreas Históricas de Gyeongju como Patrimônio Mundial, e em 1995 já havia incluído Bulguksa e a gruta de Seokguram. É a razão de a cidade ser chamada de museu a céu aberto: os monumentos estão entre campos, bairros e praças.
Os lugares que organizam a visita
Daereungwon: os túmulos reais
No centro, uma série de montes gramados e arredondados, alguns com mais de dez metros de altura, ocupa um parque. São túmulos de reis e nobres de Silla, cobertos de terra e grama. Um deles, o Cheonmachong, pode ser visitado por dentro, e mostra como eram a câmara de madeira e a cobertura de pedras. As coroas de ouro e as joias encontradas nesses túmulos estão no Museu Nacional de Gyeongju, que merece pelo menos uma hora. Ali também está o grande sino de bronze do século VIII, conhecido pelo som grave e pela decoração de relevos.
Cheomseongdae e Anapji
Cheomseongdae é uma torre de pedra em forma de garrafa, de cerca de nove metros, construída no século VII e tida como uma das mais antigas torres de observação astronômica preservadas da Ásia. Fica em um campo plano, rodeado de flores de colza na primavera e de cosmos no fim do verão. A pé, a distância até Daereungwon é pequena.
Anapji é um lago artificial escavado no século VII dentro dos jardins do palácio de Silla. Pavilhões reconstruídos refletem na água, e à noite o conjunto costuma ser iluminado, o que muda a paisagem. Confirme o horário de funcionamento antes de planejar o fim do dia.
Bulguksa e a gruta de Seokguram
Bulguksa fica na encosta do monte Toham, a cerca de quinze quilômetros do centro. O templo foi fundado no século VIII, e os edifícios de madeira que se veem hoje foram reconstruídos no século XX, mas as plataformas, as escadarias e as duas pagodas de pedra, Dabotap e Seokgatap, vêm do original. É um lugar para caminhar devagar e olhar a arquitetura. Colina acima, a gruta de Seokguram abriga uma estátua de pedra do século VIII, protegida por um vidro que ajuda a conservá-la.
Como se anda em Gyeongju
O centro histórico é plano, e muita gente aluga bicicleta para ir de Daereungwon a Cheomseongdae e Anapji. Ônibus locais e táxis levam a Bulguksa, a cerca de meia hora do centro. A estação de trem de alta velocidade, a Singyeongju, fica fora da cidade, a alguns quilômetros, e exige ônibus ou táxi até o centro.
Perto do centro, o vilarejo de Gyochon preserva casas tradicionais em torno de um pátio, hoje com cafés e oficinas de artesanato. Na rua Hwangnidan-gil, antigas casas de telhado curvo foram transformadas em cafés e pequenas lojas. A cidade é conhecida também pelo hwangnam-ppang, um pãozinho recheado com pasta de feijão-vermelho, vendido em padarias do centro.
Quando ir
A primavera é a estação mais celebrada. No começo de abril, as cerejeiras florescem ao redor do lago Bomun e nas ruas do centro, e a cidade recebe muita gente; os fins de semana enchem os parques. O outono, de fim de outubro a novembro, tem céu claro e folhas coloridas em Bulguksa. O verão é quente e úmido, com chuva forte entre junho e agosto. O inverno é frio, seco e tranquilo, com pouca gente nos sítios.
Um dia ou dois
Com um dia só, vale seguir uma ordem: de manhã, Daereungwon e Cheomseongdae a pé; ao meio-dia, almoço na Hwangnidan-gil; à tarde, Bulguksa e, se houver tempo, o museu; ao fim do dia, Anapji. Corre-se, mas cobre o essencial.
Com dois dias, o ritmo muda. O primeiro vai para os túmulos, a torre e o museu, sem pressa. O segundo vai para Bulguksa, a gruta de Seokguram e, depois, uma volta de bicicleta ou uma tarde livre no centro. Quem ainda decide entre os dois países pode ler o guia Japão ou Coreia do Sul, que compara ritmos e paisagens.
Gyeongju na jornada da Govinda
O roteiro Japão e Coreia do Sul chega a Gyeongju vindo de Seul, por terra, em uma viagem de cerca de 330 quilômetros e perto de quatro horas. O programa chama a etapa de Coreia ancestral. O grupo dorme duas noites na cidade, e o dia inteiro é dedicado a templos milenares, túmulos reais e patrimônios históricos que contam a história do reino de Silla. Depois, parte por terra para Busan, a cerca de 85 quilômetros e uma hora de viagem.
O texto do programa não nomeia os sítios um a um. A lista acima é o mapa da cidade, e a escolha do que ver em cada hora segue o programa. Para ver os dias, conheça a jornada.