Busan, Coreia do Sul: praias, mercado de peixes e templos à beira-mar
Busan, segunda maior cidade da Coreia do Sul, é um porto entre montanhas e praias. Reúne o mercado de peixes de Jagalchi, a orla de Haeundae e um templo sobre o mar.
Busan é a segunda maior cidade da Coreia do Sul, um porto de montanhas e praias no extremo sudeste do país. O essencial é o mercado de peixes de Jagalchi, a orla de Haeundae, o templo de Haedong Yonggungsa sobre o mar e a vila colorida de Gamcheon. Dois dias dão uma volta calma.
A cidade entre a montanha e o mar
Busan fica na ponta sudeste da península, de frente para o estreito que a separa do Japão. Tem mais de três milhões de habitantes e abriga o maior porto do país, um dos maiores de contêineres do mundo, e a paisagem reflete isso: guindastes ao longe, navios no horizonte, bairros que sobem as encostas. É uma cidade mais solta que Seul, de ritmo litorâneo, com orla longa e calçadões.
Algumas referências ajudam:
- Gyeongju fica a cerca de 85 quilômetros, em torno de uma hora de carro. De Seul, o trem de alta velocidade leva em geral pouco menos de três horas.
- O clima é mais ameno que o de Seul no inverno e mais úmido no verão.
- Balsas e hidrofólios ligam Busan a Fukuoka, no Japão, e fazem da cidade uma das portas entre os dois países.
- O metrô cobre as principais áreas, e boa parte do passeio se faz de metrô e a pé.
Comer em Busan: peixe, caldo e rua
O mercado de Jagalchi é o maior mercado de frutos do mar da Coreia do Sul e a imagem mais associada à cidade. Ao longo do cais, barracas e salas fechadas vendem peixe vivo, polvo, ostras, lulas e crustáceos em tanques. É comum escolher o produto e levá-lo a um restaurante no andar de cima, onde é preparado cru, grelhado ou em ensopado. Quem não aprecia peixe cru pode pedir grelhado. As vendedoras, as ajumma, são parte do cenário, e o ritmo é de conversa e movimento.
Outros pratos têm origem na cidade ou fazem parte dela:
- Dwaeji gukbap: caldo de porco com arroz, servido bem quente, com kimchi à parte.
- Milmyeon: macarrão frio de trigo em caldo gelado, bom para o verão.
- Eomuk: pasta de peixe cozida ou frita, vendida em espetos nas ruas.
- Ssiat hotteok: panqueca recheada de sementes e açúcar, famosa na região do mercado de BIFF.
Perto dali, o mercado Gukje ocupa quarteirões de lojas de roupas, utensílios e comida, e a praça de BIFF, ao lado, concentra as barracas de rua. Anda-se a pé de um ao outro.
O Festival Internacional de Cinema de Busan costuma ocorrer em outubro, com sessões em vários pontos da cidade.
A orla: Haeundae e Gwangalli
Haeundae é a praia mais famosa, com cerca de um quilômetro e meio de areia clara, cercada de edifícios altos. No verão, enche-se de guarda-sóis e famílias; no resto do ano, serve para caminhar na beira da água, tomar um café e ver o pôr do sol. No extremo oeste da praia começa um passeio que acompanha a falésia até uma pequena ilha ligada por ponte.
Gwangalli é menor e mais calma. A ponte Gwangandaegyo atravessa a baía à vista e acende à noite, o que faz da praia um bom lugar para o fim do dia. A pé, a beira-mar é plana, com cafés, bares e restaurantes de peixe.
O templo no rochedo e a vila colorida
Haedong Yonggungsa, no litoral ao norte de Haeundae, é um templo do século XIV construído sobre rochedos junto ao mar. Chega-se por uma escada de pedra que desce até os pavilhões, com ondas batendo nas falésias. A visita é curta, de uma hora, e o interesse está na posição: poucos templos coreanos ficam à beira da água. Há degraus e rampas, e o piso pode ficar molhado. Pede-se silêncio e respeito aos espaços de oração.
Gamcheon é uma vila em encosta, de casas coloridas e becos estreitos, hoje com galerias, pequenas lojas e esculturas. É um lugar de ladeiras e escadas, onde se anda devagar. Quem tem dificuldade com subidas deve avaliar o trajeto, que se pode fazer de táxi até a parte alta e depois a pé, descendo.
Quando ir
A primavera, de abril a maio, e o outono, de setembro a novembro, têm tempo ameno e céu claro. O verão é a temporada de praia, mas também quente, úmido e com chuva; o final do verão e o começo do outono é o período de possíveis tufões, que podem alterar passeios e transportes. O inverno é mais brando que no interior, mas ventoso na orla, e as ruas ficam quase vazias.
Um dia ou dois
Em um dia, funciona bem começar por Jagalchi pela manhã, subir até Gamcheon no começo da tarde e terminar em Haeundae ou Gwangalli ao entardecer. Em dois, o segundo dia fica para o templo à beira-mar, uma volta por Taejongdae, onde falésias dão para o mar aberto, e uma tarde livre em um café do calçadão. Taejongdae fica na ilha de Yeongdo, tem trilha de poucos quilômetros em torno da ponta, com farol e mirantes, e um trenzinho que poupa a caminhada.
Busan na jornada da Govinda
No roteiro Japão e Coreia do Sul, Busan vem depois de Gyeongju: o grupo segue por terra, cerca de 85 quilômetros e uma hora, e dorme duas noites na cidade. O programa a descreve como a Coreia à beira-mar e dedica o dia inteiro a praias urbanas, mercados tradicionais e paisagens costeiras, onde estruturas contemporâneas convivem com uma vida local ligada ao oceano.
O texto do programa não nomeia o mercado, as praias nem o templo; os lugares citados aqui são o mapa da cidade. No dia seguinte, o grupo voa para Jeju. Para ver o que vem antes, passe por Seul. Quem compara os dois países encontra no guia Japão ou Coreia do Sul uma conversa sobre ritmo.