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Takayama e Shirakawa-go: vilarejos de montanha e casas de telhado de palha

高山 (Takayama) e 白川郷 (Shirakawa-gō) · 570 m de altitude · 2 dia(s)

Takayama é uma cidade de madeira escura e mercados de manhã; Shirakawa-go é um vilarejo de casas de telhado de palha. Juntas, pedem dois dias nos Alpes japoneses.

Takayama é uma cidade antiga de madeira escura, canais e mercados de manhã; Shirakawa-go, a cerca de uma hora de ônibus, é um vilarejo de casas de telhado de palha muito inclinado. Juntas, nos Alpes japoneses, pedem dois dias e um ritmo de passeio: caminhar, olhar e comer pelo caminho.

Takayama e Shirakawa-go em fatos

As duas ficam na região de Hida, na província de Gifu, no centro da ilha de Honshu, entre cadeias de montanhas que os viajantes chamam de Alpes japoneses. Takayama está a cerca de 570 metros de altitude, num vale cercado de picos. É uma cidade pequena, cujas ruas antigas seguem o traçado do período Edo, quando os carpinteiros de Hida eram chamados a trabalhar em templos e palácios de todo o país.

  • Os carpinteiros de Hida deram à cidade fama pelo trabalho em madeira, e isso ainda aparece nos beirais, nas portas e nos móveis.
  • O bairro velho de Sanmachi Suji tem casas de comerciantes, antigas cervejarias de saquê e lojas de artesanato.
  • Shirakawa-go e o vizinho Gokayama formam um conjunto declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1995.
  • As casas de Shirakawa-go são do estilo gassho-zukuri, "mãos unidas", por causa da forma do telhado. A inclinação acentuada, perto de 60 graus, faz a neve escorregar.
  • A região recebe neve pesada no inverno. Muitas casas têm vários andares, usados no passado para criar bichos-da-seda.

Takayama: o que ver

Sanmachi Suji

É o coração da cidade antiga. Três ruas paralelas de casas de madeira escura, com grades de ripas e beirais baixos, margeadas por um canal. Algumas fábricas de saquê ainda têm, na porta, uma bola de ramos de cedro pendurada, a sugidama, que indica que há produto novo. Em geral, é possível entrar, ver as prateleiras e provar pequenas doses. Vale caminhar sem pressa e voltar em horários diferentes, porque a luz e o movimento mudam.

Os mercados da manhã

Os mercados começam cedo, às margens do rio Miyagawa e diante da prefeitura antiga. Vendem legumes de montanha, picles, flores, doces e artesanato. Quem chega cedo toma um café, compra algo para beliscar e vê a cidade acordar. A carne bovina de Hida, de gordura fina, aparece espetada em palitos, em pães e em restaurantes de todo o centro.

O antigo prédio do governo e os festivais

O antigo escritório do governo regional, o Takayama Jinya, é o único do tipo preservado no país e mostra como funcionava a administração do período Edo. A cidade também é conhecida por dois grandes festivais, um na primavera e outro no outono, com carros alegóricos de madeira entalhada. As datas fixas atraem muita gente, e as hospedagens lotam; quem quiser ir deve reservar com larga antecedência.

Shirakawa-go: o que ver

O vilarejo de Ogimachi é a parte mais visitada. Há um mirante, a uma curta subida a pé, de onde se vê o conjunto de casas, os campos e as montanhas. No nível do chão, alguns telhados de palha têm mais de dois séculos e são refeitos de tempos em tempos por mutirão da comunidade. Algumas casas abrem para visitas e mostram o interior, com lareira central e vigas escuras de fumaça. Outras funcionam como pousadas familiares.

O vilarejo é pequeno e dá para percorrer em duas ou três horas. Em dias de neve ou de iluminação noturna de inverno, que ocorrem em datas marcadas e com reserva, a cena é outra, mas o acesso é mais difícil e a lotação, maior.

Como chegar

De Takayama a Shirakawa-go, o ônibus leva cerca de uma hora, atravessando túneis e vales. Em alta temporada, muitos serviços exigem reserva prévia; confirme com antecedência. De Takayama a outras cidades, os trens da linha de montanha percorrem paisagens de rio e floresta, e dão a sensação de que o caminho também faz parte da viagem. O guia sobre trens e transporte no Japão explica como funcionam as reservas e as conexões.

Quando ir

Cada estação muda o lugar. A primavera traz festivais e flores; o verão é fresco e verde, em contraste com o calor das grandes cidades; o outono tinge as montanhas; o inverno cobre tudo de neve, com muito frio. Se a ideia é ver as casas cobertas de branco, convém levar agasalho, luvas e calçado antiderrapante. O guia de Japão em abril ajuda a imaginar a primavera na região.

O que comer

A cozinha de Hida é de montanha. Além da carne bovina de gordura fina, aparecem o hoba miso, pasta de soja assada sobre uma folha de magnólia na brasa, o macarrão em caldo escuro de soja e os picles de legumes colhidos nas encostas. Nos mercados da manhã, os espetinhos de arroz grelhado com molho doce e os bolinhos de feijão servem de café da manhã. Quem se hospeda em pousada familiar costuma receber um jantar de vários pratinhos, com peixe de rio e cogumelos, o que dá uma boa ideia do que a região produz.

Ritmo e hospedagem

Takayama é uma cidade onde o melhor acontece cedo e no fim da tarde. De manhã, os mercados; ao entardecer, as lojas fecham e as ruas ficam quietas, com poucas luzes. Por isso, a noite na própria cidade vale mais do que um bate e volta, e uma pousada tradicional ajuda a entender o ritmo local. Em Shirakawa-go, o contrário: quem dorme lá vê o vilarejo depois que os ônibus de passeio partem, quando restam as luzes das janelas e o som da água nos canais. As duas escolhas têm seu valor, e o ideal é testar uma e outra na mesma viagem, se houver tempo.

Erros comuns

  • Fazer Shirakawa-go de passagem, em menos de uma hora. O vilarejo pede ao menos duas.
  • Ir sem reservar o ônibus em alta temporada. Os lugares se esgotam.
  • Ficar só em Takayama à noite e sair antes do mercado. O melhor da cidade é a manhã.
  • Esquecer que é montanha. Mesmo no verão, as noites esfriam.

Takayama e Shirakawa-go numa jornada Govinda

A jornada Japão e Coreia do Sul chama Takayama de o Japão rural e tradicional. No 7º dia, o grupo segue de Hakone até lá, numa travessia que combina o trem-bala com paisagens do interior. No 8º dia, vai a Shirakawa-go, onde o texto do roteiro destaca a arquitetura tradicional e a paisagem rural, e volta a Takayama para caminhar pelas ruas antigas, com tempo para pequenas lojas. São duas noites na cidade, e no 9º dia o roteiro segue para Kyoto.

Quem quiser ver como o ritmo dessa etapa se encaixa no conjunto da viagem pode conhecer a jornada.

Perguntas frequentes

Quantos dias dar para Takayama e Shirakawa-go?

Dois dias funcionam bem: um para Takayama, com o bairro antigo e os mercados da manhã, e outro para Shirakawa-go, com volta à cidade ao fim da tarde. Com uma só noite, é possível ver o essencial, mas a pressa tira o ritmo.

Dá para visitar Shirakawa-go em um bate e volta?

Dá, saindo de Takayama, de Kanazawa ou de outras cidades da região. O ônibus leva cerca de uma hora e a visita ao vilarejo consome duas a três horas. Em alta temporada, reserve o assento. Kanazawa também é uma boa base para esse passeio.

As casas de telhado de palha são habitadas?

Muitas são, sim, por famílias do vilarejo, e algumas funcionam como pousadas. Outras viraram museus. Por isso, o visitante deve respeitar os limites das propriedades, não entrar sem convite e manter a voz baixa.

Qual a melhor época do ano?

Depende do que se procura. Primavera e outono têm festivais e folhagem; o verão é verde e fresco; o inverno é a imagem clássica de neve, porém com frio e acesso mais difícil. A visita fica melhor com bons agasalhos e margem de tempo.

É um passeio cansativo?

Não. As ruas de Takayama são planas e o vilarejo de Shirakawa-go se percorre em ritmo suave, com uma subida curta ao mirante. O guia Japão depois dos 50 trata desse ritmo com mais detalhe.