Templos e santuários são lugares de visita abertos ao público, com poucas regras: falar baixo, tirar os sapatos quando for pedido e respeitar as placas de foto. Distinguir um do outro ajuda a se orientar, e escolher o horário certo faz mais diferença do que qualquer roteiro.
O essencial em fatos
O Japão tem dois grandes tipos de lugar de visita, e quem passa por Kyoto ou Nara vê os dois a poucos metros de distância. Em termos práticos:
- Templos têm nomes terminados em -ji ou -dera, como Kiyomizu-dera. Costumam ter um grande portão de madeira, um salão principal, um pagode e jardim, e às vezes um sino.
- Santuários têm nomes terminados em -jinja, -jingu ou -taisha, como Yasaka-jinja. São reconhecidos pelo torii, o portal de dois pilares e viga transversal, na entrada.
- Kyoto reúne cerca de 1.600 templos e 400 santuários, e dezessete monumentos formam o conjunto listado pela Unesco.
- Tóquio tem no Senso-ji, em Asakusa, o templo mais antigo da cidade, fundado em 645.
- Nara guarda no Todai-ji um Buda de bronze de quinze metros, fundido em 752.
Para uma visita, não é preciso saber a diferença doutrinária entre um e outro. O que importa é o comportamento ao entrar, e ele é parecido nos dois.
O comportamento básico
- Voz baixa. Mesmo em locais cheios, o tom é de recolhimento. Evite gritar, correr ou fazer chamadas.
- Sapatos. Em salões internos, e em alguns corredores de madeira, deixam-se os sapatos na entrada. Há prateleiras ou sacolas para guardá-los. Meias limpas ajudam.
- Roupa. Não há exigência formal, mas ombros e joelhos cobertos são bem-vistos.
- Fotos. Em geral, fotografar o exterior é livre. Dentro dos salões principais, a proibição é comum, e há placas com pictograma. Obedeça.
- O caminho central. Em muitos santuários, o costume é andar pelas laterais da passagem principal, deixando o centro livre. Observe o que os japoneses fazem e acompanhe.
- Fonte de água na entrada. Muitos visitantes lavam as mãos ali. Para o turista, é opcional: observe e imite, ou simplesmente siga adiante.
- Não toque no que não é para tocar. Estátuas, cordas e objetos expostos têm função própria.
Quem ficar de lado, apenas observando, é aceito. Ninguém espera que o visitante repita gestos locais.
O que se vê, lugar a lugar
Em Tóquio
O Senso-ji, em Asakusa, é o templo mais antigo da cidade, com o grande portão do trovão na entrada e uma rua de lojinhas até o salão principal. O Santuário Meiji, num bosque perto de Harajuku, oferece um caminho largo de cascalho sob árvores altas, um contraste de silêncio no meio da metrópole. Veja o guia de Tóquio.
Em Kyoto
O Kiyomizu-dera tem uma varanda de madeira sobre a colina, com vista para a cidade. O Fushimi Inari, no Monte Inari, é um santuário cujo caminho sobe sob milhares de portais vermelhos em fileira; o trecho inicial é plano e movimentado, e subir até o alto leva cerca de duas a três horas. O Yasaka, em Gion, fica na ponta do bairro histórico. Veja o guia de Kyoto.
Em Nara
O Todai-ji abriga o Grande Buda, e o parque ao redor reúne templos, santuários e cerca de 1.200 cervos soltos. Veja o guia de Nara.
Em Hakone e Miyajima
Em Hakone, o santuário à beira do lago tem um torii na água. Em Miyajima, o torii do santuário de Itsukushima parece flutuar na maré alta e pode ser alcançado a pé na maré baixa, o que depende do dia. Veja o guia de Miyajima.
Como chegar e se locomover
A maior parte dos sítios fica ao lado de uma estação de trem ou de uma parada de ônibus, e muitas vezes exige uma caminhada de dez a vinte minutos em ladeira ou escada. Em Kyoto, os ônibus de linha atendem os templos, mas lotam nas horas de pico. Táxis resolvem trechos curtos. Em grupo, o transporte privativo evita filas, e a equipe define o ponto de embarque. O calçado confortável pesa mais do que qualquer outro item da mala. Vale também levar uma sacola pequena para guardar os sapatos quando for preciso entrar descalço, e um pouco de dinheiro em espécie, porque nem todo portão aceita cartão.
Como escolher o horário
A hora da visita muda a experiência. Templos e santuários abrem cedo e fecham no fim da tarde, em geral, mas horários variam e devem ser confirmados no local ou no site. O princípio é simples:
- De manhã cedo: menos gente, luz suave, passos mais tranquilos.
- Ao meio-dia: o auge das excursões. Evite os sítios mais populares nessa hora.
- Fim de tarde: boa luz para fotos do exterior, mas pouco tempo antes do fechamento.
Alguns lugares abrem também à noite em épocas especiais, como a do outono, quando os bordos ficam vermelhos.
Erros comuns
- Querer ver tudo em um dia. Kyoto tem templos demais para uma visita só. Escolha três ou quatro por dia e deixe o resto.
- Ignorar o calçado. Sapato difícil de tirar vira obstáculo.
- Ignorar as placas. O pictograma de câmera riscada vale mais do que qualquer guia.
- Esquecer a água. Os caminhos de pedra e as escadarias cansam, principalmente nos meses quentes, e nem sempre há máquina de bebida por perto.
- Ir só nos mais famosos. Os templos menores, com poucos visitantes, costumam oferecer o jardim mais silencioso.
Para o ritmo de um dia inteiro de visitas, veja a rotina de um dia de viagem no Japão e, para o comportamento em geral, etiqueta no Japão.
Onde isso entra numa jornada Govinda
Na Japão e Coreia do Sul, os templos e santuários aparecem como lugares de visita, ao lado de bairros históricos e de experiências culturais. Em Tóquio, o grupo vai ao templo de Asakusa e ao Santuário Meiji; em Hakone, ao santuário do lago; em Kyoto, ao Kiyomizu-dera e ao Monte Inari; em Nara, aos cervos; em Miyajima, ao torii sobre as águas.
O sistema de áudio individual e a condução em português ajudam o grupo a ouvir as explicações em voz baixa, sem atrapalhar os outros visitantes. Os horários do dia são ajustados pela equipe para evitar os picos. Quando quiser conhecer a jornada, veja as datas.