Mysuru (Mysore): o palácio iluminado, os mercados e o Sul clássico
Mysuru, em Karnataka, é uma cidade de palácios, mercados de flores e avenidas arborizadas, a cerca de 150 km de Bengaluru. Pede dois dias. Nenhuma jornada da casa passa por lá.
Mysuru, também grafada Mysore, é uma cidade do estado de Karnataka, no Sul da Índia, famosa pelo palácio dos antigos marajás Wadiyar, pelo mercado de flores e pelas avenidas arborizadas. Vale dois dias, a cerca de 150 km de Bengaluru. A melhor época vai de outubro a março. As jornadas da casa não passam por ela.
Mysuru em fatos e números
A cidade está a cerca de 770 m de altitude, no planalto do Decão, o que deixa o clima mais ameno do que o do litoral. Foi capital do reino de Mysore sob a dinastia Wadiyar, que governou a região por séculos até a independência da Índia, e herdou dessa fase uma malha de avenidas largas, parques e edifícios de pedra.
A língua local é o canarim (kannada), com inglês e hindi usados no turismo. Mysuru é uma cidade de porte médio, mais calma do que Bengaluru, e costuma ser considerada uma das mais organizadas do país.
A porta de entrada mais comum é Bengaluru, a cerca de 150 km. De carro, o trajeto leva em torno de três horas; há trens diários que fazem o percurso em tempo semelhante ou menor. O trânsito de saída de Bengaluru é o fator que mais varia.
O Palácio de Mysore
O Palácio de Amba Vilas, residência dos Wadiyar, foi reconstruído entre 1897 e 1912 depois de um incêndio no edifício anterior. O estilo é indo-sarraceno, com cúpulas, arcos e colunas de ferro fundido, e as salas internas têm vitrais, lustres, tetos pintados e portas de madeira entalhada.
O melhor horário para o palácio é logo na abertura, antes do calor e das excursões. Câmeras e celulares têm regras de uso no interior; confirme as normas atuais. Em algumas noites, aos domingos e em dias de festa, o conjunto é iluminado por dezenas de milhares de lâmpadas, o que atrai multidão. A programação muda e deve ser conferida na época.
O festival Dasara, no outono, enche a cidade de procissões e de iluminação, com data móvel e hospedagem concorrida. Planeje com antecedência se quiser coincidir com ele.
Mercados e perfumes
O mercado Devaraja, de edifício antigo, é o centro do comércio de flores, frutas, incenso, pó colorido e sândalo. Os vendedores montam pirâmides de guirlandas, e a luz da manhã é a melhor. Mysuru é conhecida pelo óleo e pelo sabonete de sândalo, pela seda e pelo doce Mysore pak, feito de farinha, ghee e açúcar.
Para compras com segurança, procure lojas oficiais do governo do estado ou cooperativas, onde os preços são fixos e a origem do produto é garantida. O guia Compras e artesanato na Índia dá orientações para negociar e escolher.
Café da manhã, seda e galerias
O café da manhã de Mysuru é um programa em si: masala dosa (crepe crocante de arroz e lentilha recheado de batata), idli (bolinho cozido no vapor), vada e café coado em copo de aço. É comida vegetariana, leve e barata, servida em restaurantes simples desde cedo. O guia Vegetariano na Índia explica como pedir.
A seda de Mysuru, de fio fino e cor viva, é vendida em lojas do governo estadual. O palácio Jaganmohan, do século XIX, abriga uma galeria de pinturas, entre elas obras de Raja Ravi Varma, e o jardim zoológico da cidade, aberto em 1892, é um dos mais antigos do país.
Colinas, igrejas e arredores
A colina Chamundi, a 1.065 m, domina a cidade e rende uma boa vista; um grande touro de pedra, o Nandi, fica no caminho. A subida a pé são cerca de mil degraus, mas há estrada para quem prefere carro. A igreja de São Filomena, neogótica, tem duas torres altas e é uma das construções mais fotografadas.
A cerca de 15 km, Srirangapatna é uma ilha-fortaleza no rio Kaveri, ligada ao sultão Tipu e à guerra contra os britânicos, com um palácio de verão pintado por dentro. A uns 35 km, Somnathpur tem um templo medieval da dinastia Hoysala, coberto de relevos em pedra, muito detalhado para o tamanho.
Os Jardins de Brindavan, junto à barragem de Krishnaraja Sagara, são arranjados com fontes iluminadas à noite e servem de passeio de fim de tarde.
Quando ir
O período mais agradável vai de outubro a março, com dias claros e noites frescas. Abril e maio trazem calor seco. De junho a setembro, a monção chega mais fraca do que no litoral, mas ainda há chuva. Para o quadro nacional, veja Quando ir à Índia.
Uma proposta de dois dias é: no primeiro, o palácio na abertura, o mercado Devaraja e a igreja; no segundo, a colina Chamundi ao amanhecer, Srirangapatna e Somnathpur de carro com motorista. O guia Transporte na Índia explica como contratar um motorista.
Ritmo e esforço
Mysuru é uma das cidades de menor esforço físico do roteiro indiano: terreno plano, calçadas largas no centro e distâncias curtas entre palácio, mercado e restaurantes. O que cansa é o calor do meio-dia entre março e maio. Quem prefere poupar as pernas pode pular a subida da colina Chamundi e ir de carro até o topo.
Erros comuns
- Tentar fazer Mysuru como bate-volta de Bengaluru, perdendo quase seis horas na estrada.
- Ir ao mercado depois do meio-dia, quando as flores já murcharam.
- Comprar sândalo de rua sem certificado de origem.
- Esquecer de checar se há iluminação do palácio na noite em que está na cidade.
Onde isso entra numa jornada Govinda
A Govinda não tem hoje jornada no Sul da Índia, e Mysuru não aparece em nenhum roteiro da casa. As rotas atuais ficam no norte, no Rajastão e no Himalaia, com entrada e saída por Delhi, e a página não aponta para um roteiro para não forçar a ligação.
Para quem gosta de palácios, a Índia dos Marajás percorre Jaipur, Jodhpur e Udaipur, três cidades de reis do Rajastão. O Sul, com Mysuru, Kerala e o litoral, pode ser pensado como outra viagem, em outra estação. O guia Norte ou Sul da Índia compara as duas metades do país.