O Japão é um dos destinos mais fáceis para quem viaja depois dos 50: trens pontuais, estações sinalizadas, ruas limpas e atendimento previsível. O que pesa é o quanto se anda, sobretudo em templos, castelos e estações grandes. A jornada da Govinda alterna cidades intensas com pausas, e vale conhecer onde ficam as escadas.
O que o Japão tem a favor
Quem viaja depois dos 50 costuma achar o Japão mais gentil com o corpo do que esperava. Os trens saem no horário, as plataformas são marcadas no chão, os vagões têm assentos reservados para quem precisa e quase toda estação grande tem elevador ou escada rolante. O transporte é o oposto do improviso, e isso poupa energia.
Também a cidade é pensada para andar. Calçadas regulares e um costume de silêncio no transporte tornam o dia a dia mais calmo do que o de muitas capitais. A língua é uma barreira, mas o roteiro da casa tem condução em português e guias locais com tradução, de modo que o viajante não precisa lidar com isso sozinho.
O país tem ainda serviços de envio de bagagem entre hotéis, usados por muitos viajantes para andar só com uma bolsa de mão nos trens. Se a casa usa esse serviço ou outro arranjo é uma pergunta para fazer antes de reservar.
Para uma visão do sistema de trens, o guia de trens e transporte no Japão explica passagens e estações.
O que o Japão pede do corpo
Os cansaços são três, e conhecê-los ajuda a administrar cada um.
- O voo e o fuso. O Japão está doze horas à frente de Brasília. A chegada vira o relógio do corpo de cabeça para baixo nos primeiros dias, e as visitas começam já com o sono trocado.
- A estação. A primavera, com a florada das cerejeiras, e o outono, com as folhas douradas, são as épocas de clima mais ameno, mas também as mais procuradas, com templos cheios e filas. O guia quando ir ao Japão detalha cada mês.
- As passadas. Em dias de visita, é comum somar horas de caminhada entre estações, ruas e pátios de templos, muitas vezes com degraus de pedra e cascalho solto.
O preço de lidar com isso é baixo: calçado de solado firme e já amaciado, peças em camadas, guarda-chuva compacto e uma bolsa leve.
Onde se anda mais na jornada
O roteiro Japão e Coreia do Sul percorre Tóquio, Hakone, Takayama, Kyoto, Nara, Hiroshima, Miyajima e Okinawa, e depois a Coreia do Sul. Alguns trechos exigem mais das pernas do que outros.
- Tóquio: a primeira visita é pela Tóquio tradicional, em Asakusa, com um passeio de riquixá, e pelo Parque Ueno. No dia seguinte vêm o santuário Meiji, Harajuku, Ginza e o cruzamento de Shibuya, o que somado dá bastante chão.
- Hakone e o Monte Fuji: o dia é de teleférico, cruzeiro curto no lago e santuário, o que alivia as pernas. Na região do Fuji, a pagoda Chureito é um mirante que se alcança subindo muitos degraus.
- Takayama e Shirakawa-go: são ruas históricas e um vilarejo de casas tradicionais, para caminhar sem pressa e com tempo para pequenas lojas.
- Kyoto: é o ponto de maior caminhada, com o templo Kiyomizu-dera, o castelo Nijo e os corredores de torii vermelhos do Monte Inari, onde o trajeto sobe a montanha e cada um decide até onde ir. No dia seguinte, a cerimônia do chá e o trem Sagano Romantic Train trazem um ritmo mais sentado.
- Hiroshima e Miyajima: a ilha de Miyajima se alcança por trem e balsa em cerca de 45 minutos, e o teleférico leva ao alto para quem não quer subir a pé.
- Okinawa: dois dias de ritmo desacelerado, com o castelo de Shuri e o mar, antes da travessia para a Coreia do Sul.
Dias parados e tempos livres
O roteiro tem dias de transição que funcionam como descanso: o trem-bala entre Hakone e Takayama é parte da experiência, e a chegada a Kyoto começa pela caminhada calma entre as casas tradicionais de Gion. Em Takayama há tempo para as ruas antigas, e em Okinawa o mar toma o centro do dia.
A casa descreve o roteiro como feito de dias intensos, momentos de contemplação e tempos livres para caminhar, comprar, provar e descobrir. Isso é o que se espera de uma jornada que não pretende caber o máximo de lugares, e sim dar a cada um o tempo certo.
Sapatos, joelhos e o chão baixo
Um detalhe japonês que surpreende quem tem joelhos ou lombar sensíveis: em templos, em muitas casas de chá e em alguns restaurantes tira-se o calçado, e o assento pode ser uma almofada no chão, junto a uma mesa baixa. Meias limpas e sem furos, e um calçado fácil de calçar e descalçar, ajudam. Em quase todos os lugares há alternativa com cadeira, e basta pedir; na cerimônia do chá, por exemplo, convém avisar a condução antes.
O guia de etiqueta no Japão reúne esses costumes, e o de templos e santuários no Japão explica como se comportar nas visitas.
O que perguntar antes de reservar
A ficha numérica de esforço dessa jornada ainda não está publicada neste texto. Estas perguntas trazem o que falta:
- Quantas horas de caminhada tem um dia típico e qual o dia mais pesado.
- Em que visitas há escadas, rampas ou subidas, e quais têm alternativa de teleférico, elevador ou táxi.
- Como a bagagem se desloca entre as cidades e quem a coordena.
- Quantos dias seguidos têm saída cedo.
- Como é o plano para quem quiser descansar uma tarde.
Sobre saúde, a orientação é conversar com o seu médico. A Govinda não faz recomendação médica, e vacinas devem ser vistas em um centro de referência.
Onde isso entra numa jornada Govinda
A jornada Japão e Coreia do Sul tem a primavera e o outono como duas atmosferas possíveis. Combina Tóquio e arredores, os Alpes Japoneses, Kyoto e Hiroshima, Okinawa e então Seul, Gyeongju, Busan e a ilha de Jeju. Há trens-bala, trens especiais, ônibus privativos, voos internos e barcos, tudo coordenado pela equipe, com condução em português e sistema de áudio individual nas visitas. O produto é recente, e por isso a conversa com a casa sobre o ritmo é parte da decisão. Quem prefere ficar apenas no Japão encontra a Japão Kizuna, de 18 dias, com a mesma lógica de cidades, trens e tempos livres.