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Para quem · Índia

Ritmo e caminhadas na Índia: quanto se anda em cada jornada

As três jornadas da Govinda na Índia pedem esforços diferentes: a Sagrada, ritmo de cidade; a dos Marajás, estrada e fortes; a dos Himalaias, altitude. O texto compara com os dados do roteiro.

Revisado em · 7 min de leitura

As três jornadas da Govinda na Índia pedem esforços diferentes. A Índia Sagrada tem ritmo de cidade, com voos entre as etapas; a Índia dos Marajás tem mais estrada e fortes em colinas; a Terra dos Himalaias é a única com altitude séria. Nenhuma é trekking, e todas têm tempos livres e condução em português.

Como ler o "esforço" de uma jornada

Falar em esforço físico em abstrato ajuda pouco. Quatro coisas medem o quanto uma jornada exige do corpo:

  1. Deslocamento: horas de ônibus ou estrada entre as cidades, e número de voos.
  2. Caminhada: quanto se anda a pé nas visitas, e em que piso (escada de pedra, rampa, calçada).
  3. Altitude: em que metros se dorme e se passa o dia.
  4. Calendário do dia: saídas cedo, dias seguidos de visita e pausas.

A ficha numérica de esforço e de altitude máxima de cada jornada ainda não está publicada no cadastro, e por isso os números abaixo vêm do texto de cada roteiro. Para o que falta, a pergunta é para a casa.

Índia Sagrada: ritmo de cidade, estrada curta

A jornada percorre Delhi, Varanasi, Vrindavan, Agra, Jaisalmer e Rishikesh em 21 dias. O deslocamento terrestre mais longo é de cerca de 220 km, em torno de quatro horas, entre Agra e Delhi; os demais trechos de ônibus têm cerca de 170 km (três horas), 70 km (duas horas) e 15 km (meia hora). Entre as etapas distantes, voa-se: Delhi a Varanasi, Delhi a Jaisalmer, Jaisalmer a Rishikesh e Rishikesh a Delhi.

A caminhada está nas cidades. Em Varanasi, a manhã é uma caminhada pelos ghats, as escadarias de pedra que descem ao rio. Em Old Delhi, o passeio é de riquixá. Em Jaisalmer, a visita ao Forte Dourado é pelas ruelas de um forte habitado, e a tarde seguinte traz as dunas do deserto de Thar, com safári de camelo. Em Rishikesh, a visita à caverna Vashishta envolve uma subida às montanhas, o ponto de maior esforço do roteiro.

O descanso vem embutido: o dia da chegada a Delhi é de repouso, e a jornada termina com dois dias de spa ayurvédico com yoga, massagens e dieta balanceada.

Índia dos Marajás: mais estrada, fortes em colinas

A jornada liga Delhi, Agra, Jaipur, Jodhpur, Ranakpur e Udaipur, com 18 dias segundo o cadastro. É a mais rodoviária das três. Os trechos de ônibus privativo têm cerca de 240 km e quatro horas (Delhi a Agra), 200 km e três horas (Agra a Jaipur), 150 km e três horas (Jodhpur a Ranakpur) e 100 km e duas horas (Ranakpur a Udaipur). Dois trechos são de voo: Jaipur a Jodhpur e Udaipur a Delhi.

O corpo é mais exigido em fortes e palácios, que ficam em colinas, com rampas, escadas e pátios amplos: o Forte Amber e o City Palace em Jaipur; o Forte Mehrangarh e o memorial Jaswant Thada em Jodhpur, onde ainda há uma caminhada pelas ruas azuis na chegada; o Templo Jain de Ranakpur; e o City Palace de Udaipur. Em compensação, há dias mais suaves: o passeio de barco no Lago Pichola, o almoço no restaurante da ilha, o dia dedicado ao artesanato.

O primeiro dia em Delhi é livre, para o descanso e a adaptação ao fuso. Em janeiro, o inverno é ameno e o Rajastão deixa de ser quente demais para caminhar.

Terra dos Himalaias: o ritmo que a altitude pede

É a jornada mais longa, com 23 dias, e a única em que a altitude pesa. Os números do roteiro:

  • Leh, em Ladakh, está a 3.500 metros; a tarde da chegada é reservada à ambientação.
  • O percurso a caminho do lago Pangong passa pelo Chang-la Pass, a 5.360 metros, de passagem, em cerca de cinco horas de ônibus privativo.
  • A noite no acampamento do lago Pangong é a 4.350 metros.
  • O Butão começa em Paro, a 2.235 metros. O Dochula Pass fica a 3.050 metros, e o mosteiro Taktsang, o Ninho do Tigre, a 3.120 metros, com uma caminhada de subida.

No Nepal, o ritmo muda: em Pokhara, o roteiro oferece duas opções no mesmo dia, uma caminhada de nível médio até o Australian Camp, com vista da cordilheira, ou uma vivência cultural mais leve, com visita ao Campo Tibetano e compras. O princípio é respeitar ritmos diferentes dentro do mesmo grupo.

Altitude não é força de vontade, é fisiologia, e quem tem qualquer questão de coração, pressão ou respiração deve conversar com o médico antes de decidir. A Govinda não faz recomendação médica. Os textos sobre Leh e Ladakh e sobre o lago Pangong detalham o cenário.

O que cansa de verdade

Em qualquer jornada, o cansaço raramente vem só das caminhadas. Quatro fatores se somam:

  • O voo e o fuso. São oito horas e meia à frente de Brasília, e a chegada costuma ser de madrugada.
  • A manhã cedo. Visitas a monumentos e a rios pedem saídas antes do calor e das filas.
  • O calor e a poeira, que variam com a estação; veja quando ir à Índia.
  • O estímulo contínuo. Ruído, cheiro, gente e trânsito cansam a cabeça antes das pernas.

O guia jet lag e ritmo na Ásia trata dos primeiros dias. Para quem busca olhar a questão pela idade, há o texto Índia depois dos 50.

Como se preparar

Caminhar com regularidade nas semanas anteriores, incluindo escadas e subidas, é a preparação mais eficiente para qualquer das três. Calçado fechado, de solado firme e já amaciado, protetor solar, chapéu, água na bolsa e roupas em camadas completam a lista. Para a jornada de altitude, a conversa com o médico vem antes de tudo, inclusive para saber se há cuidados específicos para você.

Onde isso entra numa jornada Govinda

Quem quer a Índia clássica, com templos, rio, fortes e deserto, e ritmo mais concentrado em cidades encontra a Índia Sagrada. Quem prefere palácios, fortes e lagos do Rajastão, com mais tempo de estrada, encontra a Índia dos Marajás. Quem busca montanha, mosteiros e altitude, e aceita o ritmo que ela pede, encontra a Terra dos Himalaias. As três têm condução em português, guias locais com tradução e assistência 24 horas. A escolha entre elas costuma depender de dois fatores: o quanto de estrada e escada você aceita no dia a dia e se a altitude está no seu horizonte. Em caso de dúvida, a casa descreve um dia típico de cada jornada.

Perguntas frequentes

Qual jornada é a mais leve?

Depende do que pesa para você. Em deslocamento terrestre e altitude, a Índia Sagrada é a que menos pede, com voos entre as etapas e o fim da viagem em spa. Para caminhar em fortes e palácios, a dos Marajás pede mais. A dos Himalaias é a única com altitude. A ficha numérica de esforço deve ser pedida à casa.

Preciso de preparo físico para a altitude?

Preparo ajuda, mas a altitude depende de cada organismo, e um bom condicionamento não substitui o aval médico. Converse com o seu médico antes de decidir pela Terra dos Himalaias. O roteiro reserva a tarde da chegada a Leh para a ambientação.

Há dias de descanso nas jornadas?

Sim. Na Índia Sagrada, o dia da chegada a Delhi é de descanso e a jornada termina com dois dias de spa. Nos Marajás, o primeiro dia é livre para adaptação ao fuso. Na Terra dos Himalaias, a chegada a Leh é reservada à ambientação.

Posso pular uma caminhada?

Em geral, sim, e há casos em que o próprio roteiro oferece alternativa, como em Pokhara, com trekking médio ou vivência cultural. Nos demais, combine com a condução com antecedência e use os tempos livres para descansar. Quem tem restrição de joelho ou de coluna deve avisar a casa antes de embarcar, para que a condução saiba o que esperar.

As jornadas são cansativas?

Todas têm dias intensos e dias de contemplação. O cansaço maior costuma vir do voo, do fuso e do estímulo, mais do que da caminhada. Perguntar à casa o número de dias seguidos com saída cedo ajuda a medir. Se você prefere dias mais curtos, vale pedir a descrição de um dia típico por escrito.