Pushkar: lago, mercados e a feira de camelos
Pushkar é uma pequena cidade do Rajastão em volta de um lago, com ghats, mercados e uma grande feira de camelos no fim do ano. Pede um dia e não está nas jornadas da casa.
Pushkar pede um dia, entre o lago, os mercados e o pôr do sol. É uma cidade pequena do Rajastão, a cerca de 15 quilômetros de Ajmer, em volta de um lago cercado de ghats. O momento de maior movimento é a feira de camelos, no fim do ano, quando animais e visitantes chegam em grande número ao deserto vizinho.
Pushkar em fatos
Pushkar fica no centro do Rajastão, no distrito de Ajmer, a cerca de 510 metros de altitude, entre colinas áridas e dunas baixas. Está a uns 145 quilômetros de Jaipur e a quase 200 de Jodhpur. A cidade é pequena, com ruas estreitas, e se faz a pé.
O lago é o centro da vida local. Em volta dele há dezenas de ghats, escadarias de pedra que descem até a água, e uma sequência de templos. Pushkar é um lugar de peregrinação, e por isso é tratado com respeito: calçados tirados nos ghats, atenção ao vestir e discrição ao fotografar pessoas. Por costume, a cidade segue regras próprias, como a ausência de carne e a restrição ao álcool, e vale confirmá-las antes de ir.
O clima é seco, como em todo o oeste do Rajastão. De outubro a março os dias ficam por volta dos 25 graus, com noites frescas, e de abril a junho o calor ultrapassa os 40. A monção, de julho a setembro, é discreta.
O que fazer
Caminhar pelos ghats e pelo lago. O passeio mais simples é também o melhor: descalço, sem pressa, de um lado ao outro do lago, de preferência ao amanhecer ou ao entardecer. A luz baixa sobre a água e as escadarias fazem a imagem mais lembrada da cidade.
O pôr do sol. Dois lugares dominam: a beira do lago, onde as lanternas começam a acender, e a colina do Savitri, acima da cidade, de onde se vê o lago e as dunas ao redor. A subida é a pé ou de teleférico, e o horário de funcionamento deve ser confirmado.
O templo de Brahma. É a visita mais comentada da cidade, por ser um dos pouquíssimos templos do país dedicados a essa divindade. Fica perto do lago, com escadaria de entrada e pátio de mármore. Como em qualquer templo, deixa-se o calçado fora, cobre-se o corpo e fotografa-se só onde for permitido. As regras sobre câmeras e celulares variam, e vale perguntar na porta.
O mercado. A rua principal, curta e animada, vende prata, tecidos bordados, pulseiras, instrumentos musicais, incenso, pedras e roupas leves. É um bom lugar para comprar lembranças pequenas, e a pechincha faz parte do jogo, sem pressa. Também há cafés de telhado, que servem bem para uma pausa longa.
A feira de camelos. Acontece uma vez por ano, no mês de kartik do calendário hindu, em geral entre outubro e novembro, e dura cerca de uma semana. Na origem, é uma feira de gado: pastores trazem camelos, cavalos e bois para negociar. Ao redor, há corridas, concursos de bigode e turbante, apresentações de música e dança e um parque de diversões. O número de visitantes é enorme, e quem quiser ir deve conferir as datas de cada ano e reservar com muita antecedência.
Quando ir e quanto tempo ficar
A temporada boa vai de outubro a março, e a feira fica no início desse período. Fora da feira, Pushkar é tranquila, com poucos turistas durante a semana. Um dia inteiro permite ver os ghats ao amanhecer, o mercado ao meio-dia e o pôr do sol da colina, e uma noite acrescenta a vida do lago depois que escurece.
Na prática, o dia corre assim: café cedo, caminhada em volta do lago com a luz baixa, volta ao hotel para descansar no calor, mercado e almoço num terraço, templo no meio da tarde e subida à colina para o pôr do sol. Quem tem pouca disposição para escadas pode cortar a colina e ver o entardecer da beira do lago, que também funciona.
Na semana da feira, o ritmo muda. O recinto fica na areia, na borda da cidade, com tendas, camelos enfeitados, fogueiras ao entardecer e um frio que chega rápido depois do pôr do sol. O nascer do sol sobre os animais é uma das imagens mais fotografadas do evento. Em compensação, poeira, barulho e filas pedem paciência, e quem se cansa com multidão deve escolher outra semana.
Em termos de rota, Pushkar encaixa bem entre Jaipur e Jodhpur ou Udaipur, em estrada, com uma parada para o almoço ou uma noite. Por avião, a rota costuma pular a cidade. O guia sobre festivais da Índia ao longo do ano mostra onde a feira cai no calendário, e a página Índia em novembro descreve o clima do período.
Erros comuns
- Aceitar flores à beira do lago. É comum alguém oferecer uma flor ou conduzir o visitante a um ritual rápido e, em seguida, pedir uma doação alta. Recusar com educação e seguir caminho é suficiente.
- Chegar de carro na semana da feira sem reserva. Quartos e transporte esgotam, e os preços da hospedagem disparam.
- Ir de roupa curta e sapato. A cidade é de peregrinação. Ombros e joelhos cobertos e calçado fácil de tirar são o mínimo.
- Esperar um lugar silencioso na feira. Há barulho, poeira e multidão. Quem busca calma deve ir em outro período.
- Planejar Pushkar como "parada rápida". Em duas horas, a cidade não se mostra. Ou se fica um dia, ou se pula.
Onde isso entra numa jornada Govinda
Com franqueza: nenhuma das jornadas da casa passa por Pushkar nos roteiros publicados hoje. A Índia dos Marajás cobre o Rajastão com Jaipur, Jodhpur, Ranakpur e Udaipur, e o trecho de Jaipur a Jodhpur é feito de avião, sem passar pela região. Por isso esta página serve a quem quer conhecer o lugar por conta própria, e não a quem busca um roteiro pronto com Pushkar, e dizer isso com clareza vale mais que forçar um encaixe. Para ver o que o Rajastão da casa inclui, Jodhpur e Udaipur mostram as outras cidades do trajeto.