Goa: praias, igrejas portuguesas e quando ir
Goa, no litoral oeste da Índia, foi território português por mais de quatro séculos. Reúne igrejas barrocas, bairros coloridos e praias. Nenhuma jornada da casa passa por lá.
Goa é um estado pequeno da costa oeste da Índia, colonizado por Portugal por mais de quatro séculos, e por isso mistura igrejas barrocas, casas de varanda pintadas e praias. Vale quatro dias para quem quer descanso entre duas etapas mais intensas. A melhor época vai de novembro a fevereiro. Nenhuma jornada da casa passa por lá.
Goa em fatos e números
Goa fica na costa do mar da Arábia, entre os estados de Maharashtra, ao norte, e Karnataka, ao sul. É o menor estado do país em área, e a capital é Panaji. A língua local é o concani, com marata, hindi e inglês muito presentes no turismo.
Os portugueses tomaram a região em 1510 e ficaram até dezembro de 1961, quando a Índia incorporou o território. Essa história longa de convívio deixou sobrenomes portugueses, como Fernandes e da Silva, igrejas por toda parte e uma culinária própria. Quem vem do Brasil encontra palavras e nomes familiares.
Fica ao nível do mar, com clima tropical. A faixa litorânea tem cerca de cem quilômetros e se divide, de forma geral, em Goa do Norte, mais movimentada, e Goa do Sul, mais calma. Voo de Mumbai leva cerca de uma hora. O estado tem dois aeroportos; confirme qual atende o seu trecho.
Velha Goa e Panaji: o lado português
A Velha Goa, a uns dez quilômetros de Panaji, foi capital do império português no Oriente e hoje é conjunto de igrejas e conventos reconhecido pela Unesco. A Basílica do Bom Jesus e a Sé Catedral são os dois edifícios mais visitados, ambos de pedra escura e fachadas barrocas. Dá para ver as duas em uma manhã.
Em Panaji, o bairro de Fontainhas guarda casas estreitas de cores vivas, com janelas de madeira e varandas, no estilo que lembra bairros antigos de Lisboa e de cidades brasileiras. Vale caminhar pelas ruas laterais e parar em uma padaria tradicional.
No inverno, a região também celebra um Carnaval próprio, com desfiles e música, herança direta do período colonial. As datas variam a cada ano.
As praias: norte e sul
As praias do norte, como Baga, Calangute, Anjuna e Vagator, têm quiosques, música e bastante gente na alta temporada. As do sul, como Palolem e Agonda, são mais curtas, mais calmas e cercadas de coqueiros. Colva e Benaulim ficam num ponto intermediário.
O mar de Goa pode ter correnteza forte, e muitas praias contam com salva-vidas apenas em trechos marcados. Nade onde houver sinalização. Na monção, de junho a setembro, o banho de mar costuma ser desaconselhado e boa parte dos bares de praia fecha.
Fortes, feiras e o interior
Os portugueses deixaram fortes de laterita sobre a costa, como o de Aguada, com farol do século XVII, e o de Chapora, nas rochas do norte, de onde se vê a foz do rio. No interior, perto de Ponda, ficam plantações de especiarias abertas à visita: pimenta, cardamomo, baunilha e noz-moscada, com almoço servido em folha de bananeira.
Alguns mercados têm dia fixo na semana: a feira de Mapusa, na sexta, é a mais frequentada pelos moradores, e a de Anjuna, no inverno, atrai mais os visitantes. Confirme o dia na hora. Cerca de 60 km ao leste, a cachoeira de Dudhsagar cai em degraus sobre a serra e costuma ser vista em jipe, num passeio de manhã.
À mesa: do caju ao vindaloo
Goa tem uma das cozinhas mais curiosas da Índia. O vindaloo nasceu do prato português de carne em vinha-d'alhos, adaptado com pimenta e especiarias locais. Há também peixe frito com recheio de molho vermelho, curry de coco com arroz e a bebinca, doce em camadas feito com leite de coco.
O caju, tão presente no Brasil, foi levado pelos portugueses ao litoral indiano no século XVI e tornou-se cultura local. Dele sai o feni, destilado típico. Em muitos povoados, a bebida é vendida em garrafa simples; vale provar com moderação e com ajuda de quem conhece a produção.
Para quem não come carne, as opções vegetarianas são comuns, em particular nos restaurantes mais afastados da orla. O guia Comida da Índia por região mostra como Goa se encaixa no mapa gastronômico do país.
Quando ir e como encaixar
Novembro a fevereiro é o período seco e mais agradável: dias de sol, noites amenas, mar calmo. Março a maio traz calor úmido, e de junho a setembro a chuva é intensa, com mar agitado. Outubro e o começo de novembro são de transição. Para o quadro geral, veja Quando ir à Índia.
Goa funciona bem como pausa de três a quatro dias no meio de uma viagem mais longa, ou no fim dela. Não funciona bem como cidade para quem quer cultura e movimento: as atrações são esparsas, distantes entre si, e exigem táxi ou moto. Para combinar com o norte do país, o guia Norte ou Sul da Índia ajuda a pensar na distância e no clima.
Erros comuns
- Escolher Goa em plena monção esperando praia e sol.
- Hospedar-se em uma praia agitada do norte quando se busca silêncio.
- Alugar moto sem experiência em estradas indianas e sem seguro.
- Querer ver Velha Goa, Panaji e três praias no mesmo dia.
Onde isso entra numa jornada Govinda
A Govinda não tem hoje nenhuma jornada que passe por Goa. As rotas da casa na Índia seguem pelo norte, pelo Rajastão e pelo Himalaia, com saída e chegada por Delhi, e não incluem litoral. Por isso esta página não leva a um roteiro: seria forçar o link.
Se o que você procura é pausa e descanso, uma jornada como a Índia Sagrada reserva dias de spa ayurvédico em Rishikesh, em outro cenário. Se quer a Índia dos palácios e dos fortes, veja a Índia dos Marajás. Goa pode ser uma extensão por conta própria, antes ou depois de qualquer uma delas.