Mumbai: Portal da Índia, mercados e o ritmo da cidade que nunca para
Mumbai, antiga Bombaim, é a maior cidade do oeste da Índia. Pede dois dias para o Portal, a estação CST, a orla e a travessia a Elephanta. Hoje nenhuma jornada da casa passa por ela.
Mumbai é a maior cidade do oeste da Índia e a porta de entrada mais usada para o Sul e para Goa. Vale dois dias para o Portal da Índia, a estação Chhatrapati Shivaji Terminus, a orla de Marine Drive e a travessia de barco até a ilha de Elephanta. As jornadas atuais da casa não passam por ela.
Mumbai em fatos e números
Mumbai, que até 1995 se chamava Bombaim, fica na costa do mar da Arábia e é a capital do estado de Maharashtra. A cidade nasceu de um arquipélago de sete ilhas, unidas por aterros ao longo dos séculos, e por isso o centro histórico, no extremo sul, tem a forma de uma península estreita.
É a capital financeira do país e sede da indústria de cinema em hindi, o que explica a mistura de edifícios de escritório, torres residenciais, favelas e prédios do século XIX no mesmo mapa. Fala-se marathi, hindi e inglês; o inglês é de uso corrente em hotéis, restaurantes e estações.
O clima é tropical, quente o ano todo e úmido na maior parte dele. A cidade fica ao nível do mar. De Delhi, o voo leva em torno de duas horas; de Goa, cerca de uma hora. Os percursos dentro da cidade são lentos por causa do trânsito, e é isso que mais pesa no planejamento.
O sul da cidade a pé
A região de Colaba e Fort concentra o que vale ver sem pressa. O Portal da Índia é um arco de basalto à beira da baía, erguido nos anos 1920 para lembrar a visita de um rei britânico, e de lá partem os barcos para as ilhas. Ao lado, o hotel Taj Mahal Palace, de 1903, domina a orla.
A estação Chhatrapati Shivaji Terminus, concluída em 1888 e reconhecida pela Unesco, mistura o gótico vitoriano com motivos indianos. Vale entrar e ficar um tempo no saguão: é uma estação em funcionamento, com milhares de pessoas por minuto, e dá uma ideia da escala da cidade.
Os arredores têm o Museu Príncipe de Gales, hoje chamado Chhatrapati Shivaji Maharaj Vastu Sangrahalaya, e o Marine Drive, a avenida curva à beira do mar conhecida como Colar da Rainha, boa para o pôr do sol. Entre uma coisa e outra, caminhe pela Colaba Causeway, rua de bancas e cafés.
Mercados e o cotidiano da cidade
O Crawford Market, de pedra, vende frutas, temperos, castanhas e utensílios; o Chor Bazaar, mais ao norte, é mercado de antiguidades e peças usadas. Em Dhobi Ghat, a lavanderia a céu aberto de Mahalaxmi, dezenas de homens lavam roupa de hotéis e hospitais em tanques de cimento, e a melhor vista é de uma ponte próxima.
O sistema dos dabbawalas, que leva marmitas quentes do bairro residencial ao escritório com ajuda de trem e bicicleta, funciona há mais de um século e é um dos retratos mais conhecidos da cidade. Vê-lo exige acordar cedo e chegar a estações como a de Churchgate perto do horário de almoço.
O trem suburbano é a artéria da cidade e fica lotado nos horários de pico. Para visitantes, táxi e aplicativo de transporte são mais práticos. Para tuk-tuk e transporte local, veja o guia Tuk-tuk e transporte local na Índia.
Para além do sul: Kala Ghoda, Bandra e Juhu
Colado a Colaba, o bairro de Kala Ghoda reúne a galeria Jehangir, a Universidade de Mumbai com sua torre de relógio e cafés de pé-direito alto. Em fevereiro o bairro recebe um festival de artes ao ar livre, de data móvel.
Mais ao norte, Bandra é um bairro de influência católica e portuguesa, com igrejas antigas, ruas de casarões baixos e grafites. Juhu tem uma praia larga, onde famílias passeiam ao fim da tarde e vendedores de comida de rua montam suas barracas. A ponte Bandra-Worli, estaiada, sobre o mar, é um dos marcos da cidade moderna.
Os estúdios de cinema em hindi, conhecidos como Bollywood, ficam na Film City, no norte, e as visitas dependem de agendamento. Quem tem pouco tempo costuma deixar essa parte de fora.
Elephanta, a ilha das cavernas
Do Portal da Índia, um barco leva cerca de uma hora até a ilha de Elephanta. Lá ficam cavernas escavadas na rocha, reconhecidas pela Unesco, com grandes painéis esculpidos em basalto. O passeio ocupa meio dia, com subida por uma escadaria e vendedores de lembranças ao longo do caminho.
Confira com antecedência os dias de funcionamento e os pontos de embarque, porque variam. Em geral, as saídas cessam no período de monção, quando o mar fica agitado.
Quando ir
De novembro a fevereiro o tempo é o mais confortável: seco, com dias quentes e noites amenas. Março a maio é de calor forte e ar parado. De junho a setembro chegam as monções, com chuva pesada, alagamentos e o mar fechado a passeios. Para uma visão geral das estações no país, veja Quando ir à Índia.
Mumbai também se mistura mal com a primeira semana de viagem: o voo longo do Brasil, o fuso de oito horas e meia e o calor úmido cobram o corpo. Se for escolher entre começar por Mumbai ou por Delhi, a segunda é geralmente mais fácil, pelo clima e por estar no centro das rotas do norte. Mais sobre a adaptação em Jet lag e ritmo nos primeiros dias.
Erros comuns
- Reservar um dia apenas, atravessando a cidade de ponta a ponta no trânsito.
- Tentar encaixar Elephanta e a estação CST no mesmo dia, sem folga.
- Planejar para o período de monção e esperar passeios de barco.
- Esquecer que o Portal da Índia, no fim da tarde de fim de semana, enche de gente: vá cedo.
Onde isso entra numa jornada Govinda
Hoje nenhuma das jornadas da casa na Índia passa por Mumbai. Nas rotas de Índia Sagrada e de A Índia dos Marajás, o grupo entra e sai pelo aeroporto de Delhi, e o percurso segue pelo norte, sem o litoral oeste.
Se a sua curiosidade é Mumbai, este guia serve para montar a cidade por conta própria, como extensão antes ou depois de uma jornada. Se a dúvida é entre o norte e o sul, o guia Norte ou Sul da Índia ajuda a decidir sem pressa. Não há convite de compra aqui, de propósito: a página não resolve a escolha de uma jornada.