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Khajuraho: os templos de arenito do centro da Índia

Khajuraho · 280 m de altitude · 2 dia(s)

Khajuraho, em Madhya Pradesh, guarda templos de arenito dos séculos X e XI, reconhecidos pela Unesco. A cidade é pequena e pede um a dois dias. Nenhuma jornada da casa passa por lá.

Khajuraho é uma pequena cidade de Madhya Pradesh, no centro da Índia, com templos de arenito dos séculos X e XI cobertos de relevos, reconhecidos pela Unesco. A visita completa cabe em um a dois dias, entre outubro e março. Fica fora das rotas clássicas e de todas as jornadas da casa.

Khajuraho em fatos e números

Os templos foram erguidos pela dinastia Chandela, entre cerca de 950 e 1050. Eram aproximadamente oitenta e cinco, e restam cerca de vinte e cinco. Receberam o título de Patrimônio Mundial da Unesco em 1986. Ficam numa área de planície, a cerca de 280 m de altitude, em torno de uma pequena cidade que vive do turismo.

Os templos são hindus e jainistas e se distribuem em três grupos: o ocidental, o maior e mais visitado, o oriental, mais disperso, e o do sul, com poucos edifícios. Todos foram construídos em arenito de tom claro, sobre plataformas altas, com torres escalonadas que sobem em direção ao céu.

O que chama atenção é a escala dos relevos. As paredes externas têm faixas de esculturas com deuses, músicos, dançarinas, soldados, animais e cenas do cotidiano. Uma parte pequena do conjunto retrata cenas amorosas; elas estão no meio de uma variedade muito maior e são parte de um programa artístico completo, não o assunto principal.

Uma capital esquecida pela floresta

Os Chandelas tinham sua capital política em outra cidade; Khajuraho era o centro cerimonial do reino. Com o declínio da dinastia, a partir do século XIII, os templos foram ficando isolados, e a mata fechou em volta deles. Esse isolamento ajuda a explicar por que tantos sobreviveram intactos.

Em 1838, um oficial do exército britânico, o capitão T. S. Burt, os descreveu em relatório, e o conjunto voltou aos mapas. Hoje o terreno é parque arqueológico, e o museu local reúne esculturas retiradas dos templos por segurança. É boa parada para entender a técnica antes de ver os edifícios.

O grupo ocidental

O grupo ocidental concentra os templos mais importantes, num jardim cuidado. O Kandariya Mahadeva, com cerca de 30 m de altura, é o maior e o mais elaborado, com centenas de figuras esculpidas. O Lakshmana e o Vishvanatha, vizinhos, mostram o mesmo esquema em escalas menores.

Vale chegar cedo, quando a luz rasante realça os relevos e o calor ainda não aperta. Dá para circular a pé em duas a três horas. Guias credenciados ajudam a ler os painéis; combine o tempo e o valor antes. Calçados são retirados na entrada de alguns templos ativos, e o grupo mantém normas de comportamento próprias.

À noite, há um espetáculo de luz e som no recinto. Horário e idioma mudam, então confirme na hora.

Os grupos oriental e do sul

O grupo oriental fica na aldeia antiga, a poucos quilômetros. Reúne templos jainistas, como o Parshvanatha, e hindus, como o Vamana. O trajeto é feito de carro ou riquixá e permite ver a vida da vila, com crianças, fornos e vacas nas ruas.

O grupo do sul tem poucos templos e é opcional. Quem tem pouco tempo pode se concentrar no ocidental e em uma parte do oriental. O conjunto todo se faz em um dia cheio; com dois dias, a visita fica tranquila.

Como ler os painéis

As esculturas se organizam em faixas horizontais, como uma história em quadrinhos de pedra. Nas camadas altas aparecem figuras divinas; no meio, casais, músicos e dançarinas; embaixo, cortejos de elefantes, cavalos e soldados. Uma figura feminina recorrente é a apsara, de postura inclinada, que aparece em gestos do cotidiano: arrumando o cabelo, tirando um espinho do pé, escrevendo uma carta.

Leve água, chapéu e protetor solar: os terrenos não têm muita sombra. Um binóculo ajuda a ver detalhes das faixas superiores. Fotografias são permitidas na maior parte do parque, mas confirme a regra no dia.

Arredores

A cerca de 20 km fica a cachoeira de Raneh, uma garganta de granito rosado e verde ao longo do rio Ken, com mirantes. A reserva de Panna, a uns 25 km, protege florestas e fauna; não é um passeio garantido de vida selvagem, e quem se interessar deve consultar um operador local.

O festival de dança de Khajuraho acontece em fevereiro, em palco ao ar livre diante dos templos ocidentais, com apresentações clássicas indianas. As datas variam, e a hospedagem fica concorrida.

Como chegar e quando ir

Khajuraho tem aeroporto com voos domésticos, que ligam a cidade a Delhi e a Varanasi em certas temporadas. A estação ferroviária recebe poucos trens diretos; muita gente chega por Jhansi, a cerca de 175 km, ou por Satna. Por estrada, o trajeto de Jhansi leva em torno de quatro horas. O guia Transporte na Índia explica como combinar trem, voo e carro com motorista.

De outubro a março o clima é seco e agradável. De abril a junho o calor passa dos 40 graus, e de julho a setembro a chuva traz umidade. Para o quadro geral, veja Quando ir à Índia.

Erros comuns

  • Chegar ao meio-dia no verão e visitar sob sol forte.
  • Reservar meio dia e ficar sem tempo para o grupo oriental.
  • Tentar fazer Khajuraho como bate-volta de Agra ou Delhi, sem considerar a distância.
  • Esperar uma cidade grande: as opções de restaurante e hospedagem são limitadas.

Onde isso entra numa jornada Govinda

A Govinda não tem hoje jornada que passe por Khajuraho. As rotas da casa no norte seguem outros eixos: a Índia Sagrada vai de Delhi a Varanasi, Vrindavan, Agra, Jaisalmer e Rishikesh, e a Índia dos Marajás percorre o Rajastão. Khajuraho fica no centro do país, entre uma e outra, e fora de ambas.

Quem tem interesse em arquitetura medieval em pedra pode montar uma extensão por conta própria, saindo de Delhi ou de Varanasi. Esta página não leva a um roteiro porque seria forçar o link. Para ver outras cidades históricas do eixo norte, consulte Fatehpur Sikri e Jodhpur.

Perguntas frequentes

Quantos dias reservar para Khajuraho?

Um dia cheio permite ver os grupos ocidental e oriental. Com dois dias, a visita fica mais calma, com o grupo ocidental de manhã e à noite, e um passeio à cachoeira de Raneh ou à vila. Mais do que isso só se justifica para fotografia e estudo.

Como chegar a Khajuraho?

De avião, por voos domésticos que ligam a cidade a Delhi e a Varanasi em algumas temporadas; de trem e carro, via Jhansi ou Satna. A estrada de Jhansi leva cerca de quatro horas. Confirme voos, trens e horários na época da compra.

Qual é a melhor época?

De outubro a março, com dias claros e noites frescas. Abril a junho são muito quentes, com temperaturas acima de 40 graus ao meio-dia. Em fevereiro há o festival de dança, que atrai público e esgota quartos. Na monção, o calor úmido pesa, mas o jardim fica verde.

É preciso ser religioso para visitar?

Não. A visita é a de um conjunto arquitetônico e artístico, com relevos, jardins e vistas. Em alguns templos ativos há regras de comportamento, como retirar o calçado, que se respeita como em qualquer lugar de culto. Roupa discreta e respeito aos moradores bastam.

Khajuraho cabe numa viagem de primeira vez à Índia?

Cabe em um roteiro maior, como um complemento, mas não é a melhor escolha para a primeira vez, porque exige deslocamentos longos e oferece menos estrutura. Para quem está começando, o Rajastão e o triângulo Delhi, Agra e Jaipur costumam ser mais práticos. O guia Norte ou Sul da Índia ajuda a decidir.