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Seul, Coreia do Sul: palácios, mercados e o café da manhã coreano

서울 (Seoul) · 3 dia(s)

Seul, capital da Coreia do Sul, reúne palácios do século XIV, bairros de casas tradicionais, mercados e uma cidade moderna. Três dias dão uma boa primeira volta.

Seul é a capital da Coreia do Sul, uma cidade de cerca de dez milhões de habitantes onde palácios do século XIV convivem com torres de vidro e mercados de rua. Três dias dão uma boa primeira volta: um para os palácios e as casas tradicionais, outro para mercados e comida, outro para a cidade moderna.

Seul em linhas gerais

Seul fica no noroeste do país, cortada pelo rio Han e cercada de montanhas, relativamente perto da fronteira com a Coreia do Norte. Foi a capital da dinastia Joseon a partir do fim do século XIV, e o traçado do centro histórico ainda segue essa origem: palácios ao norte, ao pé do monte, e a cidade descendo para o rio ao sul. No século XX, a cidade cresceu em ritmo raro, e hoje mistura seiscentos anos de passado com um presente muito urbano.

Algumas orientações práticas:

  • O metrô é extenso, limpo e sinalizado em coreano e em inglês. É a forma mais simples de se mover.
  • A cidade é muito segura para andar a pé, inclusive à noite.
  • O idioma coreano usa um alfabeto próprio, o hangul; em hotéis e áreas turísticas, o inglês costuma bastar.
  • Em restaurantes, gorjeta não é costume.

O hangul foi criado no século XV por ordem do rei Sejong, e a estátua dele, sentada, ocupa a praça Gwanghwamun, diante do portão principal do palácio Gyeongbokgung. É um bom ponto de partida para o primeiro dia.

Os palácios e Bukchon: a Seul antiga

Seul tem cinco grandes palácios da dinastia Joseon. O maior e mais visitado é Gyeongbokgung, de 1395, com portões monumentais, pavilhões sobre lagos e salões de trono em pedra e madeira pintada. Perto dele, o palácio Changdeokgung, Patrimônio Mundial desde 1997, é menor e mais integrado ao bosque, e tem um jardim nos fundos que muda com as estações. Cada palácio tem um dia de fechamento semanal, que varia, e convém confirmar.

Entre os dois fica Bukchon, um bairro de ladeiras com casas tradicionais coreanas, as hanok, de telhados curvos e pátios internos. As pessoas moram ali de verdade, de modo que o silêncio e o respeito às portas fechadas contam. O melhor jeito de visitar é cedo, em dia útil, e a pé.

Um passeio de manhã combina bem: palácio, Bukchon e uma casa de chá em Insadong, a rua dos antiquários e das lojas de papel e cerâmica. O dia pede sapato confortável e pausa para sentar.

Mercados e ruas de comida

Seul come na rua e no mercado. Namdaemun, perto do centro, é um dos mercados tradicionais mais antigos da cidade, com ruas de roupa, utensílios, produtos secos e comida pronta. Gwangjang, mais ao norte, é conhecido pelas barracas de comida: bindaetteok, panquecas de feijão-mungo fritas na hora, gimbap, rolinhos de arroz e algas, e tteokbokki, bolinhos de arroz em molho picante. Os mercados abrem cedo e fecham no começo da noite; convém ir antes do almoço.

A comida coreana tem pimenta, alho e fermentados em quase tudo. Quem não tolera ardência deve avisar antes de pedir e escolher pratos sem molho vermelho. Os restaurantes servem pequenos pratos de acompanhamento, os banchan, que costumam ser repostos enquanto a refeição durar.

O café da manhã coreano

O café da manhã coreano é uma refeição completa, e vale conhecer pelo menos uma vez. Costuma trazer uma tigela de arroz, um caldo (guk ou jjigae), peixe grelhado ou ovo, e três ou quatro banchan de legumes e kimchi, o repolho fermentado que acompanha tudo. Quem prefere algo leve encontra mingau de arroz, sanduíches de ovo com torrada e cafés de bairro. Nas ruas, no começo do dia, vendem hotteok, panquecas recheadas de açúcar mascavo e sementes.

Hotéis internacionais servem o desjejum ocidental, mas vale sair uma manhã. Um caldo quente em um restaurante de bairro costuma ser um dos melhores momentos da estadia.

A cidade moderna

Do outro lado do centro histórico, Seul é outra cidade. Há Hongdae, bairro de universitários, com música ao vivo e cafés; Gangnam, ao sul do rio, de ruas largas e lojas de moda; Dongdaemun, com o centro de design de formas curvas, projetado por Zaha Hadid; e o monte Namsan, com a torre de observação no topo, boa para o fim da tarde. Entre as torres, o córrego Cheonggyecheon, restaurado no começo dos anos 2000, corre por quase seis quilômetros em um passeio rebaixado no centro, com pontes e degraus de pedra para sentar. A orla do rio Han tem ciclovias e parques abertos, bons para uma pausa ao fim do dia.

É aqui que Seul mostra o lado contemporâneo, com cosméticos, moda, tecnologia e gastronomia. O dia pode ter compras, café e uma tarde livre sem programação.

Quando ir

Primavera e outono são as estações mais agradáveis. A primavera traz cerejeiras entre o fim de março e o começo de abril. O outono, de outubro a novembro, tem céu claro e folhas amarelas, sobretudo nos ginkgos. O verão é quente e úmido, com chuvas fortes em julho. O inverno é frio e seco, com temperaturas abaixo de zero, mas o piso aquecido (ondol) das casas e dos hotéis compensa. Nos feriados do Ano Novo lunar e do Chuseok, muitos comércios fecham e os trens enchem, o que pesa na hora de escolher a data.

Seul na jornada da Govinda

No roteiro Japão e Coreia do Sul, a Coreia do Sul começa em Seul: depois do voo vindo de Okinawa, o grupo dorme três noites na cidade. O primeiro dia inteiro é dedicado à Coreia dos palácios e das tradições, entre arquitetura tradicional e bairros que preservam a memória das dinastias. O segundo mostra a Seul contemporânea, com bairros modernos, compras e gastronomia. Na manhã seguinte, o grupo parte por terra para Gyeongju.

Seul volta no fim da viagem, na conexão de Jeju para o voo de retorno ao Brasil. O texto do programa não nomeia os palácios nem os mercados; os lugares acima são o mapa da cidade, e a ordem dos passeios segue o programa. Veja também Gyeongju e Busan, as paradas seguintes na Coreia.

Perguntas frequentes

Quantos dias dar para Seul?

Três dias permitem a primeira volta: palácios e casas tradicionais, mercados e comida, e a cidade moderna. Dois dias dão para o essencial, com ritmo apertado. Quatro ou mais fazem sentido para quem quer ir a museus, a montanhas urbanas ou a saídas de um dia, como a zona desmilitarizada.

Preciso falar coreano?

Não. Nos pontos turísticos, no metrô e nos hotéis, há inglês. Em restaurantes pequenos, o cardápio costuma ter fotos, e um aplicativo de tradução no celular resolve o resto. Aprender duas palavras, como annyeonghaseyo (olá) e kamsahamnida (obrigado), é bem recebido.

Qual é a melhor época para ir a Seul?

Primavera e outono, pelo clima ameno e pelas cores. O verão tem calor e chuva forte, e o inverno é frio e seco. Quem quer cerejeiras mira o fim de março e o começo de abril; quem prefere folhas coloridas escolhe outubro e novembro.

É seguro andar a pé em Seul?

É uma das grandes cidades mais seguras da Ásia, inclusive à noite e para quem viaja sozinho. Vale o cuidado de sempre com bolsa e documentos em lugares cheios. Nos mercados, convém ter dinheiro miúdo e verificar o que cada barraca aceita como pagamento.

Vale experimentar o café da manhã coreano?

Vale, pelo menos uma vez. Um caldo quente com arroz e acompanhamentos mostra a lógica da mesa local melhor do que muitos jantares. Para quem prefere o desjejum de hotel, a cidade também serve cafés e padarias, e as duas opções cabem na mesma viagem.