Lago Pangong: como é chegar a 4.350 metros e passar a noite lá
O lago Pangong tem cerca de 700 km², fica a 4.350 metros e exige uma estrada de cinco horas desde Leh pelo Chang La, a 5.360 metros. A noite lá pede adaptação prévia e conversa com o médico.
O lago Pangong fica a 4.350 metros, a cerca de cinco horas de estrada de Leh, e exige a travessia do Chang La, a 5.360 metros. É um dos pontos mais altos que um viajante alcança num roteiro cultural. A noite ali, em acampamento, só faz sentido após dias de adaptação em Leh e com orientação médica.
Pangong em fatos
O lago tem cerca de 700 quilômetros quadrados e cerca de 134 quilômetros de comprimento, estreito e comprido, como uma faixa. Segundo o texto do roteiro da casa, 70% dele estão no Tibete e 30% na Índia. Fica em Ladakh, no extremo norte, perto da fronteira.
A água é salobra, e por isso o lago não sustenta peixes; nos meses quentes, aves migratórias aparecem nas margens. A cor muda ao longo do dia, do azul-turquesa ao azul-profundo e ao cinza, conforme a luz e as nuvens. Em volta, montanhas ocres e sem árvores fazem um contraste forte com a água.
A altitude de 4.350 metros é a maior em que a jornada da casa dorme. Leh, onde o grupo passa as noites anteriores, está a 3.500, o que dá mais de 800 metros de diferença no dia da subida.
A estrada: Leh, Chang La e o lago
O percurso é de uns 160 quilômetros e leva em torno de cinco horas em ônibus privativo, segundo o roteiro. A estrada sobe por vales secos até o Chang La, a 5.360 metros, e depois desce até as margens do lago. O trecho final é de piso irregular e curvas. Em outubro, pode haver neve nas proximidades da passagem, mesmo em dia de céu limpo.
A passagem é onde o corpo mais sente a altitude: o ar é fino, o frio é forte, e o vento corta. Costuma-se fazer uma parada curta, e a regra é ficar pouco tempo e andar devagar. Quem se sente mal deve avisar na hora, sem esperar chegar ao acampamento. O acesso à área do lago costuma exigir autorização especial, por estar perto da fronteira, e as regras mudam; é preciso confirmar na época da compra.
No dia seguinte o trajeto é refeito no sentido inverso, de carros, e, no roteiro da casa, a tarde em Leh fica para o mercado da cidade.
A noite no acampamento
Dormir no lago é o ponto alto e também o ponto mais exigente. Conforto em altitude é sempre relativo: quanto mais alto, mais simples a estrutura possível, mesmo em acampamento bem cuidado. As noites esfriam muito, e em outubro a temperatura pode ficar abaixo de zero. O sono costuma ser leve, com despertares e respiração mais curta, e a água quente, a energia e o banheiro variam de acordo com o acampamento. Nas margens do lago o céu é muito escuro, e quem tem disposição para sair da barraca à noite vê a Via Láctea inteira.
Roupa em camadas, gorro, luvas, meias grossas e um bom casaco fazem diferença, e é útil ter lanterna e uma garrafa de água. Fora o frio, o vento e a secura do ar são os desafios.
O que se faz à beira do lago
Na chegada, o grupo costuma ter a tarde livre, e o melhor programa é o mais simples: caminhar devagar pela margem, sentar numa pedra e olhar a água mudar de cor. Em altitude, andar devagar é regra, e subir um pequeno morro já cansa. Há aves nas margens nos meses quentes e, ao longe, montanhas do lado tibetano, onde a fronteira corre pelo meio do lago.
Ao entardecer, o vento sobe, a temperatura cai depressa e os grupos se recolhem. Ao amanhecer, a luz rasante deixa a água lisa e muito azul, e é a hora em que a maioria das fotografias do lago é feita. Os povoados da margem, como Spangmik, são pequenos, e a vida local gira em torno de pastoreio e de pequenas hospedagens de verão. Quem passa por eles deve pedir licença antes de fotografar pessoas.
Para a mala, valem agasalho térmico, corta-vento, óculos de sol com boa proteção, protetor solar, hidratante labial e uma garrafa térmica. A página o que levar para a Índia traz uma lista geral.
Esforço e adaptação, sem rodeio
O lago não exige caminhada longa. O esforço vem de três coisas: as cinco horas de estrada em curvas, a passagem a mais de 5.000 metros e a noite a 4.350. Para quem sente a altitude, essa sequência pode ser difícil. O texto do roteiro da casa não traz uma classificação formal de esforço, e os campos de altitude máxima e esforço não estão preenchidos na ficha, por isso o que vale são as cotas acima.
Na jornada, a adaptação vem antes: chegada a Leh, descanso na primeira tarde, um dia de visitas leves e só então a subida. Quem tem problema cardíaco, respiratório ou de pressão, quem é gestante ou já teve mal-estar em altitude deve conversar com o médico antes de decidir. A casa não faz recomendação médica. Se, na véspera, alguém não estiver bem, a decisão de subir deve ser reavaliada com calma, com o médico e com a condução do grupo.
Onde isso entra numa jornada Govinda
O lago faz parte da Terra dos Himalaias, no sexto dia: saída de Leh em ônibus privativo, passagem pelo Chang La e noite em acampamento à beira do lago. No sétimo dia o grupo volta a Leh, passa pelo mercado e dorme na cidade, e no oitavo visita o Leh Palace antes do voo para Delhi. Antes, o quarto dia é de chegada e descanso, e o quinto, de mosteiros e da Shanti Stupa. A viagem segue depois para o Nepal e o Butão. Para ver a região como um todo, a página Leh e Ladakh completa o quadro. A jornada inclui seguro-viagem de alta cobertura e assistência 24 horas.