De Guarulhos a Tóquio, a viagem leva cerca de um dia e meio de porta a porta, com uma conexão no exterior. Não há voo direto regular. O fuso é de 12 horas, sem horário de verão no Japão, e o que mais cansa é a inversão do dia e da noite, mais que as horas dentro do avião.
O essencial em números
A distância em linha reta entre São Paulo e Tóquio é de cerca de 18 mil e 500 quilômetros, quase o oposto do planeta. O trajeto passa por um aeroporto intermediário, e a conta se resume em poucos números:
- Tempo total aproximado: de 26 a 36 horas de porta a porta, contando a espera na conexão.
- Tempo de voo efetivo: de 20 a 24 horas, somando os dois trechos.
- Fuso: 12 horas à frente de Brasília. Quando é meio-dia em São Paulo, é meia-noite no Japão.
- Aeroportos de chegada: Narita, a cerca de 60 km do centro de Tóquio, e Haneda, bem mais perto, a cerca de 15 km.
- Número de conexões: uma na maioria dos casos; duas em opções menos diretas.
Quem sai de São Paulo parte do aeroporto brasileiro com mais ligações para a Ásia, onde a oferta de datas e horários é maior que em qualquer outra cidade do país. Quem vem de outras cidades costuma passar por aqui antes, como mostra o guia de quem sai de Curitiba para o Japão.
Como escolher a conexão
A decisão central é qual região do mundo servirá de ponte. Sem citar empresa nem rota, vale conhecer as lógicas:
- Pelo Golfo Pérsico. O primeiro voo cruza o Atlântico e a África; o segundo atravessa a Ásia. Costuma ter o menor tempo total, mas as conexões podem ficar em horários noturnos.
- Pela Europa. Primeiro trecho de duração média, segundo mais longo. Aeroportos grandes, com muito trajeto a pé, mas com serviços fáceis.
- Pela América do Norte. Atravessa o continente e o Pacífico. Pode exigir documentação de trânsito, que varia conforme o país: confirme antes.
- Por outra cidade asiática. Alonga o percurso, mas costuma ter conexão curta e aeroporto organizado.
Para quem tem mais de 50 anos, uma conexão de três a cinco horas costuma ser mais confortável que uma de uma hora e meia: dá tempo de comer, se alongar e andar sem correr. Para quem escolhe o horário mais curto, a regra é a mesma de sempre: bilhete único, mala despachada até o destino final.
Sair de manhã ou sair à noite
O horário de decolagem em Guarulhos muda a experiência do primeiro dia. Um voo que sai à noite permite um dia inteiro em São Paulo, sem pressa de arrumar mala, e acomoda a refeição antes do embarque. Em compensação, o viajante pousa na conexão de madrugada, hora em que muitos aeroportos têm pouca oferta de comida e de lugares para sentar.
Um voo que sai de manhã ou à tarde pede acordar cedo, mas costuma entregar conexões em horário diurno no exterior, quando lojas, restaurantes e salas de espera estão abertos. Para quem viaja pela primeira vez à Ásia, e para quem tem mais de 50 anos, a conexão em horário diurno costuma pesar mais que um dia livre antes da partida.
Nenhuma das duas é melhor em todos os casos. O que ajuda é escolher uma delas deliberadamente, e não aceitar o horário que apareceu primeiro numa busca.
O fuso e o corpo
Doze horas de diferença são o pior caso possível para o relógio do corpo: o dia vira noite e a noite vira dia. Algumas práticas comuns entre viajantes experientes:
- No voo: ajustar o relógio ao horário do Japão assim que embarcar no voo longo, e dormir quando for noite lá.
- Na chegada: exposição à luz natural pela manhã local, refeições nos horários japoneses e sono só à noite, mesmo que o corpo peça cama às três da tarde.
- Nos primeiros dias: programação mais leve, com pausas curtas.
Quem faz uso de medicamentos com horário fixo, ou tem alguma condição de saúde, deve consultar o médico antes de viajar. Não cabe a um guia de viagem orientar sobre isso.
A chegada
No Japão, a imigração é organizada, e trens ligam ambos os aeroportos ao centro de Tóquio. Haneda tem a vantagem da distância curta; Narita fica mais longe, e o trem leva cerca de uma hora. O viajante pode chegar cansado, mas a cidade ao redor é previsível. Para o dia seguinte, o guia sobre trens e transporte no Japão mostra como o sistema funciona.
Documentos
O Japão exige visto de turismo de brasileiros. A Govinda presta assessoria completa de visto: orienta o preenchimento, confere os documentos e acompanha o pedido. A aprovação é decisão do governo japonês, e prazos e regras mudam: confirme no site oficial ou no consulado na época da compra. Veja também visto para o Japão.
A volta
O retorno ao Brasil tem uma curiosidade do calendário: por cruzar a linha de data e voltar doze horas no relógio, o viajante pode pousar em São Paulo no mesmo dia em que saiu do Japão. O corpo, que ainda vive no horário de lá, só entende isso dias depois. Reserve o primeiro dia em casa sem compromissos.
Onde isso entra numa jornada Govinda
Em Japão e Coreia do Sul e em Japão Kizuna, o embarque é em São Paulo, no primeiro dia, e a chegada a Tóquio acontece no segundo. O segundo dia é de chegada e pernoite em Tóquio, sem programação cheia. As visitas começam no terceiro dia, em Asakusa e no Parque Ueno.
Na Japão e Coreia do Sul, a volta sai de Seul, depois de Jeju, com um voo doméstico e um internacional no mesmo dia; na Japão Kizuna, o voo internacional de retorno sai de Tóquio. As jornadas têm condução da Govinda em português durante todo o trajeto, com assistência de 24 horas.
Para comparar pontos de partida, veja o guia geral sobre o voo do Brasil para o Japão. Se quiser conhecer as jornadas, veja as datas.