De Curitiba ao Japão, a viagem tem três trechos. O primeiro é um voo curto até São Paulo; o segundo, o voo longo com uma conexão no exterior; o terceiro, a chegada a Tóquio, um dia depois. O curto é o que mais merece atenção, porque dele depende toda a folga do resto.
O essencial em números
Curitiba está a cerca de 18 mil e 800 quilômetros de Tóquio em linha reta. A diferença de fuso é de 12 horas: quando é meio-dia em Curitiba, é meia-noite no Japão. O Japão não muda o relógio no verão, e a diferença se mantém o ano todo.
O que vale guardar:
- Aeroporto de saída: o Afonso Pena, em São José dos Pinhais. Para a Ásia, o caminho passa antes por outro aeroporto brasileiro, em geral Guarulhos.
- Trecho até São Paulo: pouco mais de uma hora de voo, com oferta frequente ao longo do dia.
- Tempo total aproximado: de 28 a 38 horas de porta a porta, contando as esperas. É mais do que parece, porque a espera de cada aeroporto se soma.
- Chegada: em Tóquio, por um de seus dois aeroportos, Narita ou Haneda, sempre no dia seguinte ao da partida, e às vezes no outro.
A lógica dos três trechos
Primeiro: Curitiba a Guarulhos
É o único trecho que se pode escolher quase livremente. A decisão que vale tomar é quando. Há duas estratégias, e cada uma serve a um perfil.
- Voo na véspera, com noite em São Paulo. Mais calma, custa uma diária de hotel perto do aeroporto, e elimina o risco de um atraso consumir a conexão. É a escolha de quem viaja com mais de uma mala, com familiares ou com saúde que pede descanso.
- Voo no mesmo dia, com várias horas de folga. Funciona bem quando o voo longo sai à noite. Exige que o primeiro voo seja cedo o bastante para absorver um atraso.
Em Curitiba, a neblina da manhã aparece com alguma frequência nos meses mais frios e pode atrasar a decolagem. É um fato regional, sem relação com a empresa que opera o voo, e é mais um argumento a favor da folga.
Segundo: o voo longo com conexão
Saindo de Guarulhos, o caminho passa por um aeroporto da Europa, do Golfo Pérsico, da América do Norte ou de outro ponto da Ásia. A escolha entre eles é mais uma questão de horários que de qualidade. O que importa é a regra de ouro de qualquer conexão longa: bilhete único, com bagagem despachada até Tóquio, para que a empresa responda pelo passageiro se houver atraso.
Terceiro: a chegada
No Japão, a imigração é organizada e rápida, e trens ligam os dois aeroportos ao centro de Tóquio. O viajante chega cansado, mas o ambiente ao redor é previsível, o que ajuda quem tem mais de 50 anos. Para o dia seguinte, o guia sobre trens e transporte no Japão mostra como funciona o deslocamento.
O fuso e o corpo
Doze horas de diferença significam que a manhã de lá é a noite daqui. A orientação geral é ajustar o relógio ao do Japão assim que embarcar no voo longo, dormir quando for noite lá e ter na bagagem de mão o que for essencial. Medicamentos e horários de remédio devem ser combinados antes com o médico do viajante, que é quem pode orientar sobre o assunto.
A mala e a volta
Quem sai de Curitiba para uma viagem de várias semanas costuma levar bagagem para estações diferentes, e o Japão castiga a mala grande: os trens-bala têm espaço limitado para bagagem, os hotéis de cidade são compactos e as escadas de algumas estações não têm rampa. Uma mala média e uma de mão rendem mais que duas grandes. Nas jornadas da casa, as bagagens são coordenadas pela equipe entre hotéis, o que alivia a parte mais cansativa.
A volta merece o mesmo cuidado que a ida. Na Japão e Coreia do Sul, o retorno sai de Jeju, passa por Seul e segue para São Paulo, com um voo doméstico e um internacional no mesmo dia. Na Japão Kizuna, o voo internacional de volta parte de Tóquio. Em ambos os casos, o viajante chega a Guarulhos cansado e ainda precisa seguir para o Paraná. Reservar o voo nacional de retorno para a manhã seguinte, e não para a mesma noite, é uma folga barata.
Uma última conta simples: na volta, o corpo ainda vive no horário do Japão, e a noite lá é o dia aqui. Dois dias leves em casa antes de retomar a rotina costumam resolver.
Documentos
O Japão exige visto de turismo de brasileiros. A Govinda presta assessoria completa de visto: orienta, confere e acompanha o pedido, sem garantir a aprovação, que é decisão do governo japonês. Prazos e regras mudam, e a confirmação deve ser feita no site oficial ou no consulado na época da compra. Veja também visto para o Japão.
Erros comuns de quem sai de Curitiba
- Tratar o voo até São Paulo como detalhe. É ele que, se atrasa, derruba o resto.
- Comprar o trecho nacional separado do internacional sem margem de horas entre os dois.
- Despachar a mala só até Guarulhos.
- Não levar na bagagem de mão o necessário para a primeira noite, caso a mala demore.
Onde isso entra numa jornada Govinda
A jornada Japão e Coreia do Sul tem embarque em São Paulo no primeiro dia e chegada a Tóquio no segundo. O programa soma o tempo de voo à conta: o segundo dia é de chegada, com pernoite em Tóquio, e as visitas começam no terceiro, em Asakusa e no Parque Ueno. A Japão Kizuna segue a mesma lógica no início.
O que fica a cargo do viajante é chegar ao ponto de embarque. No roteiro de Japão e Coreia do Sul, o voo doméstico até Guarulhos, quando necessário, não faz parte do que a casa organiza. Para o viajante paranaense, isso significa decidir cedo como e quando sair de Curitiba. Para comparar o ponto de partida, há o guia de quem sai de São Paulo para o Japão e o texto sobre o voo do Brasil para o Japão. Se quiser conhecer a jornada, veja as datas.