O brasileiro precisa obter autorização de entrada na Índia antes de embarcar, e ela não se resolve no aeroporto. Em geral o pedido é feito pela internet, no site do governo indiano, com passaporte, foto e dados da viagem. Taxas, prazos e categorias mudam, por isso valem sempre as informações oficiais da época da compra.
O essencial: o que se sabe e o que se confere
A Índia é um dos destinos em que o visto precisa ser pensado junto com a compra da viagem, e não depois. A razão é simples: o pedido depende de passaporte em ordem, de datas de entrada e saída definidas e de um endereço de hospedagem. Sem esses três elementos, a página oficial não avança.
O que costuma ser estável:
- O documento de viagem é o passaporte brasileiro, e ele precisa ter validade suficiente além do fim da viagem e páginas livres para os carimbos.
- Existe um caminho eletrônico para turismo, preenchido online, e existe o caminho tradicional, feito por intermédio de um centro autorizado ou do consulado.
- A autorização tem uma finalidade (turismo, negócios, tratamento de saúde e assim por diante). Quem viaja a passeio pede a de turismo e não deve misturar finalidades.
- O nome no formulário tem de ser idêntico ao do passaporte, letra por letra.
O que não se fixa em guia: valor das taxas, número de dias de análise, tempo de validade da autorização, quantas entradas ela permite e quais aeroportos aceitam o modelo eletrônico. Todos esses itens são alterados pelo governo indiano com relativa frequência. Confira no site oficial do governo da Índia para vistos ou no consulado indiano, na época em que for comprar a viagem.
Como o processo costuma se organizar
A sequência abaixo é a lógica geral, útil para você se planejar. Ela não substitui o formulário oficial.
- Conferir o passaporte. Validade, páginas livres e estado físico. Passaporte com a capa danificada ou com páginas soltas pode ser recusado em qualquer etapa da viagem, não só na Índia.
- Definir datas e cidades. O pedido pede data prevista de chegada, aeroporto de entrada e endereço da primeira noite.
- Preparar os arquivos. Foto do rosto e página de identificação do passaporte, em formato digital, nas dimensões que o site exigir. É aqui que mais pedidos voltam: fundo, proporção, sombra no rosto e reflexo de óculos.
- Preencher o formulário. Dados pessoais, filiação, histórico de viagens, profissão. Ler cada campo antes de avançar.
- Pagar e acompanhar. O comprovante e o número do pedido ficam guardados.
- Receber a autorização e imprimir. Levar uma cópia impressa e uma versão no celular. Alguns balcões de companhias aéreas pedem para ver o documento antes do embarque.
Erros comuns que atrasam o pedido
Pedir cedo demais ou tarde demais. Cada modalidade tem uma janela de antecedência. Pedir fora dela pode obrigar a refazer o processo e a pagar de novo. A janela exata está no site oficial.
Divergência entre o passaporte e o formulário. Sobrenome abreviado, acento onde o passaporte não tem, nome do meio omitido. Pequenas diferenças geram recusa ou retificação.
Foto fora do padrão. Selfie com fundo de parede colorida, foto tirada de longe e recortada, imagem muito comprimida. Use uma foto nova, de frente, com fundo liso e claro.
Endereço de hospedagem genérico. Informar apenas a cidade, sem nome e endereço do hotel da primeira noite, deixa o pedido incompleto.
Conferir o passaporte só no último mês. Se for preciso renovar, o prazo de emissão do passaporte brasileiro pode consumir semanas, e isso depende de agendamento na Polícia Federal.
Aceitar intermediários desconhecidos. Existem sites que imitam a página oficial e cobram a mais. O endereço do governo indiano termina em .gov.in. Desconfie de qualquer outro.
Quando começar
Sem fixar prazos, a regra prática é: com o passaporte conferido e as datas definidas, comece o pedido dentro da janela que o site oficial indicar, com folga para corrigir uma eventual devolução. Não deixe para a semana do embarque. Se a viagem tem escalas em outros países, confira também a exigência de trânsito de cada um, pois ela é independente da indiana.
Quem viaja em jornada em grupo costuma ter datas de entrada e saída já definidas desde o início, o que simplifica o preenchimento. Mesmo assim, o pedido é pessoal, com dados de cada viajante.
Onde isso entra numa jornada Govinda
A Govinda presta assessoria completa de visto aos viajantes das suas jornadas à Índia: orienta sobre o caminho, confere documentos e fotos antes do envio e acompanha o pedido. É uma obrigação de meio. A casa trabalha para que o processo seja bem feito, mas a decisão de conceder ou não a autorização pertence ao governo indiano, e nenhuma empresa pode garantir aprovação.
Isso vale para jornadas como a Índia Sagrada, que passa por Delhi, Varanasi, Rajastão e Rishikesh, e para a Índia dos Marajás, com cinco cidades do Rajastão. Em ambas, as datas de entrada e saída vêm do roteiro, e o endereço da primeira noite é informado pela equipe. Para escolher a época com calma, veja quando ir à Índia.
O que mudaria o caminho
Alguns casos pedem atenção extra e conferência direta com o consulado:
- Passaporte com nome diferente da certidão por casamento ou divórcio.
- Viagens anteriores à Índia com visto de outra categoria.
- Passaporte com poucas páginas livres.
- Viajantes com dupla cidadania, que precisam decidir qual passaporte usar e mantê-lo em toda a viagem.
- Menores de idade, que têm documentação própria e, em geral, autorização dos responsáveis.
Se algum desses itens é o seu, a conversa com o consulado ou com a assessoria vem antes de pagar qualquer taxa.
Planejar o visto junto com o resto da viagem também ajuda em outras frentes: as vacinas para a Índia pedem antecedência, e o voo do Brasil para a Índia depende das datas que o pedido de autorização vai registrar.