Porque na India, as vacas são sagradas?

As vacas na Índia estão presentes na vida cotidiana. Confortáveis e a vontade passeando pelas ruelas, são presença reverenciada em cada canto e se mesclam perfeitamente na típica paisagem indiana de muitas pessoas, cores e sons.

As vaquinhas, seres considerados sagradas, símbolos da mansidão, maternidade, serviço altruísta, tolerância e força na tradição hindu permeiam a coletividade e traz para a experiência cotidiana dos indianos a força desta tradição. Assim encontramos estas qualidades na alma do povo.

Não deixamos de sentir o pitoresco no sentimento que paira no ar, quando nos deparamos com elas, e deixamos de lado a pergunta “Porque, são elas tão sagradas?” E vamos nos acostumando, e amando sua presença, e entrando no espírito local, que contagia, a medida que vamos capturando o sentido mais profundo de estar num país onde a força de uma tradição pra lá de milenar ainda se mantêm viva.

Na religião hinduísta a vaca é Devi, a mãe nutridora aquela que sustenta a vida de todas as criaturas. É também veículo das divindades que carrega sua manifestação e atributo, motivos mais do que consistentes para justificarem a sacralidade dentro da ampla diversidade de divindades do panteão hindu.

Atrelado em certa medida a importância das vacas está o Seva, tradicionalmente um relevante princípio do hinduísmo, que se traduz como o ato de ajudar e servir com a intenção de transformar este ato em ação de reverência a divindade. Isto implica em realizar um serviço sem qualquer nível de interesse pelos seus frutos, livre de condicionamentos ou desejos. Sem dúvida fonte de inspiração para todos nós.

O seva na Índia se expressa de muitas formas e podemos destacar aquele que se realiza às próprias vaquinhas, mas também encontramos o seva na ampla ação de ajuda coletiva entre os indianos, que muito frequentemente se vêem afetados por catástrofes naturais. Pequenas ou grandes ações sejam de caráter social ou religioso caracterizam o Seva como um importante aspecto multifacetário deste país milenar.

Por Maria Maria Beatriz C. de Oliveira

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